Os fortes números de emprego de agosto, melhores do que o esperado e superiores aos de julho, podem oferecer à Fed margem para se concentrar no controle da inflação.
O relatório do Departamento do Trabalho, que mostrou que a economia dos Estados Unidos criou 162.000 empregos em agosto, em comparação com as estimativas de 56.000, reforçou as expectativas de alta das taxas de juros na reunião do banco central entre 15 e 16 de setembro.
A probabilidade de alta da taxa subiu 7 pontos percentuais, para 57%, segundo os contratos futuros da taxa dos fundos federais, enquanto a atenção se voltava para os dados de preços que serão divulgados na próxima semana nos EUA.
As taxas de juros mais altas nos países desenvolvidos tendem a reduzir a atratividade dos mercados emergentes entre os investidores.
O índice do dólar, que compara a moeda dos EUA com outras seis moedas, subia 0,21%, em linha com a alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro.
O índice de moedas latino-americanas do MSCI caía 0,2%, mas caminhava para encerrar a semana em alta, apoiado pelas operações de carry trade com moedas de alto rendimento na região.
A moeda brasileira se desvalorizou 0,5%, para 5,1296 reais por dólar, enquanto o índice referencial da bolsa, o Bovespa, caiu 0,16%, para 184.890 pontos.
A moeda mexicana apreciou-se a máximos de mais de dois anos. O peso estava cotado em 16,8861 por dólar, com ganho na sessão de 0,11% e na semana de quase 1%, enquanto o índice líder S&P/BMV IPC, que reúne as ações mais negociadas do mercado local, pouco mudou em 65.413 pontos, pouco depois da abertura.
O peso chileno recuou 0,26%, a 933,20/933,50 unidades por dólar, pressionado pelo avanço da moeda americana, enquanto o principal índice da bolsa de comércio de Santiago, o IPSA, caiu 0,23%, para 11.452,94 pontos.
O peso argentino fechou estável em 1.508 unidades por dólar, enquanto o índice Merval da Bolsa de Buenos Aires caiu 0,29%.
(Relatório de Manuel Farías. Relatório adicional de Froilán Romero em Santiago; Nelson Bocanegra em Bogotá; Noé Torres na Cidade do México; Hernán Nessi e Jorge Otaola em Buenos Aires. Editado por Juana Casas)