A Aneel qualificou o documento apresentado na quinta-feira como a última alegação da Enel antes de que o órgão regulador decida se recomenda ao Governo Federal a rescisão da concessão.
A Aneel já havia concluído previamente que a distribuidora da Enel em São Paulo apresenta “deficiências estruturais”, citando seu mau funcionamento durante os fenômenos meteorológicos extremos de 2023, 2024 e 2025, quando milhões de consumidores foram afetados por cortes de energia prolongados.
A Enel afirmou que atendia aos dois indicadores oficiais de qualidade do serviço que poderiam embasar uma recomendação de rescisão.
A Enel afirmou que o incidente de dezembro de 2025 foi “sem precedentes e extraordinário” e que a Aneel não estava levando em conta as melhorias no desempenho registradas desde 2023.
A Enel também reiterou seu pedido de uma auditoria técnica independente, que o regulador negou em agosto após críticas dos membros do conselho de administração da Aneel.
O Ministério de Minas e Energia do Brasil tem a palavra final sobre a rescisão da concessão e pode seguir ou ignorar a recomendação da Aneel.
(Relatório de Letícia Fucuchima; redação de Gabriel Araujo; edição de Barbara Lewis. Editado em espanhol por Natalia Ramos)