Os fortes dados de emprego de agosto, melhores do que o esperado, podem dar à Fed espaço para se concentrar no controle da inflação.
O relatório do Departamento do Trabalho, que mostrou que a economia dos EUA criou 162.000 empregos em agosto, frente às estimativas de 56.000, reforçou as expectativas de um aumento da taxa de juros na reunião do banco central de 15 a 16 de setembro.
A probabilidade de uma alta das taxas subiu 10 pontos percentuais, para 65%, após a divulgação dos números de emprego, de acordo com os contratos futuros das taxas dos fundos federais.
As taxas de juros mais altas nos países desenvolvidos tendem a reduzir o apelo dos mercados emergentes entre os investidores.
O índice do dólar, que compara o dólar americano com outras seis moedas, subia 0,23%, em linha com o aumento nos rendimentos dos títulos do Tesouro.
A moeda brasileira se desvalorizava 0,26%, a 5,1204 reais por dólar, enquanto o índice de referência da bolsa, o Bovespa, subia 0,3%, a 185.751,95 pontos.
A moeda mexicana cotava a 16,8850 por dólar, com ganho de 0,11% frente ao fechamento da LSEG na quinta-feira, e na semana, acumulava retorno de 0,80%, enquanto o índice líder S&P/BMV IPC, que reúne as ações mais negociadas do mercado local, caía 0,34% para 65.214,35 pontos, pouco depois da abertura.
O peso chileno recuava 0,36%, a 934,20/934,50 unidades por dólar, pressionado pela valorização da moeda norte-americana, enquanto o principal índice da bolsa de comércio de Santiago, o IPSA, caía 0,43%, para 11.430,58 pontos.
O peso argentino se fortalecia 0,1%, a 1.507 por dólar, enquanto o índice Merval da Bolsa de Buenos Aires retrocedia 0,8%.
(Relatório de Manuel Farías. Relatório adicional de Froilán Romero em Santiago; Nelson Bocanegra em Bogotá; Noé Torres na Cidade do México; Hernán Nessi e Jorge Otaola em Buenos Aires. Editado por Juana Casas)