O governo brasileiro expressou nesta quinta-feira sua “profunda preocupação” com a suspensão das importações de sua carne pela União Europeia (UE), que lhe exige garantias sanitárias.
O bloco europeu entrou em vigor nesta quinta-feira com um embargo às carnes bovinas, aves de criação e outros produtos de origem animal do Brasil, após tê-lo excluído, em maio, da lista de países que cumprem suas regras sobre o uso de antimicrobianos no setor pecuário.
A medida foi adotada em meio a pressões da indústria pecuária europeia após a assinatura de um acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul.
O governo do esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva avalia recorrer a “medidas de reciprocidade” se não houver uma “solução satisfatória”, advertiu em uma nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura e Pecuária.
“O Brasil implementou as medidas necessárias (…) e apresentou às autoridades europeias a documentação e as informações pertinentes relativas aos produtos destinados à exportação”, afirmou o governo brasileiro.
A suspensão das compras também afeta ovos e mel, entre outros produtos.
Em 2025, o Brasil foi o segundo maior exportador de carne bovina para a UE, com mais de 92.000 toneladas que representaram mais de 713 milhões de euros.
O acordo comercial entre a UE e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) assinado em janeiro deste ano entrou em vigor de forma provisória em maio.