O filme “Siempre soy tu animal materno”, da diretora costa-riquenha Valentina Maurel, abriu nesta sexta-feira a disputa pelo prêmio de melhor filme latino-americano no Festival de San Sebastián, o principal trampolim do cinema da região para a Europa.
O segundo filme de Maurel inaugurou a seção Horizontes Latinos do certame da cidade do norte da Espanha, que acontece desde esta sexta-feira até o sábado 26, quando os prêmios são entregues.
Na Horizontes competem este ano um total de 12 filmes de países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Paraguai.
“Sempre sou teu animal materno”, uma coprodução entre México, Bélgica e França, aborda a vida de Elsa, uma costa-riquenha que retorna da Europa após anos apenas para descobrir que sua família está desfeita.
“A vida é como uma crise cíclica perpétua; tento me manter fiel a isso quando escrevo”, explicou Maurel após a sessão, sobre o filme em que Elsa, sua mãe e sua irmã enfrentam diversas crises.
Com seu longa de estreia, “Tengo sueños eléctricos”, Maurel conquistou em 2022 o prêmio de melhor filme latino-americano no San Sebastián.
“Sempre sou teu animal materno”, por sua vez, venceu em maio o prêmio de melhor interpretação feminina em Un Certain Regard, do Festival de Cannes.
Entre outras obras em competição na seção Horizontes está “Moscas”, a quinta película do mexicano Fernando Eimbcke, que já participou dos festivais de Berlim e Cinelatino em Toulouse.
Seu compatriota Diego Luna defenderá seu novo filme, “Ceniza en la boca”, uma produção sobre uma mãe e seus dois filhos que emigram para a Espanha.
Também competem “La ilusión de un verano sin fin”, da argentina Alessandra Sanguinetti, merecedora de um prêmio em Locarno, e “El tren fluvial”, codirigida pelo argentino Lucas Vignale, que faleceu no choque de dois helicópteros no Brasil em junho.
Até sete longas-metragens que participam este ano da seção Horizontes receberam impulso econômico de algum dos diferentes programas do Festival de San Sebastián para ajudar a sustentar projetos da região.