Brasil: Flávio Bolsonaro acusa Lula de estar ligado a governos ditatoriais

25 de setembro de 2026

“Lula está se aproximando das grandes ditaduras do mundo, está se aproximando de governos que não respeitam os direitos humanos, que assassinam mulheres e homossexuais”, afirmou Bolsonaro ao questionar a política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eu vou me aproximar dos grandes países, das grandes democracias que usam seu poder para levar riqueza às nações”, acrescentou.

Flávio Bolsonaro também rejeitou que a sua candidatura esteja recebendo assistência do Governo de Donald Trump, apesar da afinidade política de sua família com o presidente americano.

“Não existe ajuda do governo norte-americano. Essa narrativa não vai funcionar. Aqui quem decide as eleições somos nós”, afirmou durante um ato de campanha em Vitória da Conquista, no estado da Bahia.

Suas declarações ocorreram depois que o jornal O Estado de S. Paulo revelou que, durante negociações comerciais em 2025, Washington havia apresentado ao Brasil garantias para a realização de eleições “livres e justas” e para que “disidentes políticos” não fossem impedidos de participar nas eleições de 2026.

A proposta fazia parte de um documento com 21 exigências apresentado durante as conversas sobre tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros.

O governo brasileiro rejeitou então o documento. Fontes do Itamaraty afirmaram que no Brasil não existe a figura jurídica de “disidente político” e que a exigência não chegou a fazer parte das negociações formais entre os dois países.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, celebrou nesta quinta-feira em Washington a referência dos Estados Unidos aos “disidentes políticos” e afirmou que os Estados Unidos são uma referência em matéria de democracia.

“Fiquei feliz. Os Estados Unidos são uma referência quando se fala de democracia e, em uma democracia, tem que haver ampla participação dos dissidentes”, declarou.

Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo mantêm reuniões em Washington com membros da administração Trump no âmbito de seus trâmites sobre a situação política brasileira. Eduardo tem se definido como um “disidente político” e tem apresentado a funcionários norte-americanos suas críticas ao andamento jurídico contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Augusto Almeida

Sou jornalista e apaixonado por entender as histórias por trás dos acontecimentos. No Jornal O Diário, acompanho as principais notícias do Brasil e do mundo, com atenção especial aos temas que ganham destaque, geram debate e ajudam a explicar as mudanças do nosso dia a dia.