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Polícia

Corretor investigado por golpes milionários em Nova Petrópolis é preso pela Polícia Civil

11/06/2026 - 11h41min

O investigado já havia sido preso em 2025, mas posteriormente passou a responder ao processo em liberdade, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica

A Polícia Civil cumpriu, na manhã desta quinta-feira (11), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 43 anos, investigado pelo crime de extorsão. O caso está relacionado à antiga imobiliária Nova Imóveis, que encerrou as atividades em abril de 2025 e passou a ser alvo de uma ampla investigação por golpes no município.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito teria praticado graves ameaças e constrangimentos contra uma vítima com o objetivo de obter vantagem indevida. Com base nos elementos reunidos durante o inquérito, a corporação representou pela prisão preventiva, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário.


PREJUÍZO SUPERIOR A R$20 MILHÕES

O investigado foi proprietário da Nova Imóveis, empresa sediada em Nova Petrópolis que chegou a administrar mais de 600 imóveis destinados à locação, compra e venda na região.

De acordo com a Polícia Civil, os fatos relacionados à atuação empresarial do corretor causaram significativo impacto econômico e social, atingindo diversas famílias e gerando prejuízos expressivos.

O suspeito já havia sido preso em julho de 2025, em Itapema, no litoral norte de Santa Catarina. Na ocasião, era apontado como líder de um esquema fraudulento no setor imobiliário que teria feito mais de 100 vítimas e causado prejuízos superiores a R$ 20 milhões. Após um período de prisão preventiva, ele foi colocado em liberdade mediante o uso de tornozeleira eletrônica.


NOVA PRISÃO PREVENTIVA

Com o surgimento de novos fatos apurados no inquérito por extorsão, a Polícia Civil solicitou uma nova prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça e cumprida nesta quinta-feira.

Conforme a corporação, o investigado já possui condenação de sete anos de reclusão pelos crimes de estelionato e fraude, além de responder a outras ações penais em tramitação.

Após os procedimentos legais, ele será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia de Polícia de Nova Petrópolis.


COMO FUNCIONAVA O ESQUEMA

Segundo a Polícia Civil, mesmo diante das diversas ações cíveis e penais em andamento, o suspeito mantinha uma vida de alto padrão e utilizava as redes sociais para transmitir uma imagem de credibilidade e segurança no mercado imobiliário.

As investigações apontaram que, enquanto administrava a imobiliária em Nova Petrópolis, o empresário captava valores referentes a cauções, aluguéis antecipados e comissões imobiliárias, mas desviava os recursos. Como consequência, não repassava os aluguéis aos proprietários dos imóveis e deixava de devolver valores aos inquilinos.

A empresa encerrou as atividades em abril de 2025. Após isso, o investigado passou a atuar como corretor de imóveis no litoral catarinense, utilizando uma nova identidade profissional. Sua prisão foi resultado de uma ação conjunta das polícias civis do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.


LISTA DE GOLPES

Entre os fatos apurados pela Polícia Civil estão:

• Captação irregular de recursos junto a investidores. Segundo as denúncias, o empresário oferecia contratos informais com promessas de altos rendimentos no mercado imobiliário, acima dos praticados por instituições financeiras, mas não cumpria os acordos firmados;

• Retenção indevida de valores pagos por locatários, como aluguéis e cauções, que não teriam sido repassados aos proprietários dos imóveis;

• Venda fraudulenta de um imóvel que possuía alienação fiduciária em garantia bancária, impedindo sua transferência legal.

Todos os investidores identificados foram formalmente reconhecidos como vítimas. A Polícia Civil continua reunindo documentos, colhendo depoimentos e realizando diligências para esclarecer completamente os fatos.

Por Érick da Maia Lopes

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