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Coluna Nova Petrópolis

A decisão de Eduardo Leite que deve beneficiar Nova Petrópolis

24/06/2020 - 11h47min

O governador Eduardo Leite apresentou uma novidade e tanto em sua entrevista coletiva na segunda-feira, 22, quando voltou a falar das cores das bandeiras nas diferentes regiões do Estado. Agora, se um município cair para a cor vermelha, mas estiver há 14 dias sem hospitalizações e mortes por Covid-19, o prefeito poderá adotar por conta própria os protocolos da cor laranja. É uma regra que poderá beneficiar Nova Petrópolis. Ainda não esquecemos a forma injusta como o nosso município foi incluído na bandeira vermelha da região da Serra. Os números regionais haviam piorado, mas por causa de outras cidades. Por aqui estava tudo relativamente bem e, mesmo assim, o comércio teve que fechar. Por isso, em primeiro lugar, eu acho que essa medida incentivará um cuidado maior por parte de todo mundo. Se o município permanecer bem, nada de bandeira vermelha, dependendo menos do quadro regional.

POR OUTRO LADO
Com essa mudança, as circunstâncias e causas das mortes passam a importar ainda mais. Semana passada tivemos aqui mesmo em Nova Petrópolis uma morte relacionada ao coronavírus. O paciente estava com a doença, mas morreu de câncer. Mesmo assim, foi contabilizado para as estatísticas oficiais do coronavírus. Agora imaginem se um caso como este for determinante para o fechamento do comércio por 14 dias? Ninguém mais aceitará essa dubiedade das estatísticas oficiais. Nesta semana, o próprio Estado voltou atrás e alterou uma morte que estava sendo atribuída ao coronavírus, mas que teve outra causa. De agora em diante a conversa será outra.

TESTAR POUCO E DEVAGAR
A secretária da Saúde, Claudia Pires, esteve na Câmara e Nei Schneider (PSDB) foi o vereador mais contundente na cobrança por um maior número de testes rápidos para a população. Apesar de insistir, ele acabou ouvindo as respostas de sempre. Essa insistência em testar pouco e devagar segue sendo um mistério. Um exemplo: está sendo amplamente divulgado desde o início do mês a testagem de 127 profissionais da saúde que atuam na linha de frente. Os testes foram feitos ao longo de duas semanas e todos tiveram resultado negativo, o que é ótimo, pois a saúde de todos nós depende da deles. O problema é que a testagem deveria estar sendo oferecida aos profissionais da linha de frente periodicamente, pelo menos uma vez por mês. Do jeito que a coisa vai, sabe-se lá quando serão testados novamente… E é sabido que qualquer caso assintomático poderá desfalcar seriamente a equipe e talvez comprometer o atendimento.

O LARES DE IDOSOS
Outro exemplo: agora a Prefeitura passará a testar os grupos prioritários, começando pelos idosos, com especial atenção aos lares geriátricos. Excelente que isso venha a acontecer, pois ninguém duvida da gravidade que pode ter um surto de coronavírus neste tipo de estabelecimento. Mas só aos 100 dias de pandemia? Será que não dava pra ter feito pelo menos alguns testes por amostragem antes? Exceto nos casos em que houve testes particulares, até aqui, a presença do vírus nos lares de idosos poderia ser descoberta só se um deles ficasse doente, o que provavelmente representaria a contaminação de vários outros.

Por Francis Jonas Limberger

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