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Coluna Nova Petrópolis

A nova promessa da Corsan, com prazo até o verão

13/05/2020 - 09h41min

O gestor da Corsan, Sadi Zimmermann, esteve na Câmara de Vereadores e disse que as obras que ampliarão significativamente o sistema de abastecimento estarão prontas para o próximo verão. É aquela adutora que levará até o centro a água dos dois poços de São José do Caí, fora um terceiro que ainda será perfurado, e num prazo mais longo, do próprio Rio Caí. O que fazer diante dessa promessa? Em primeiro lugar, acreditar. Em segundo lugar, não esperar até o verão para conferir se ela foi cumprida ou não. O ideal é um acompanhamento mês a mês. Tarefa para os vereadores.

LIMPEZA DA BARRAGEM
A Corsan mantém a posição de que não há necessidade de limpeza no leito da barragem Santa Isabel. Os vereadores foram convidados a ir lá conferir a situação. O que está sendo estudado é uma eventual ampliação da capacidade da barragem, mas ainda sem conclusões.

DINHEIRO JOGADO FORA
De acordo com o ex-prefeito Lui Schenkel, em 2005, após uma forte estiagem, a altura da barragem foi aumentada em 1,2 metro, o que garantia 35 dias de abastecimento a mais naquela época. Segundo o ex-prefeito, foi uma medida de curto prazo. Para o médio e longo prazo, concluiu-se que já não valia a pena investir naquele lugar. Optou-se por furar poços em São José do Caí. Acompanhando os fatos da estiagem atual, Lui é categórico ao dizer que todo investimento que for feito no arroio Santa Isabel será “dinheiro jogado fora”. Para o ex-prefeito, é preciso investir em fontes que garantam o abastecimento da cidade no futuro.

R$ 3 MILHÕES
O problema é que os poços perfurados em São José do Caí foram esquecidos pela Corsan. Ainda em sua participação na sessão da Câmara, Sadi Zimmermann informou que a Corsan já gastou R$ 3 milhões com transporte de água em caminhões para abastecer Nova Petrópolis. Claro que diante das circunstâncias atuais, a única opção era mesmo apelar aos caminhões. Mas a pergunta que não quer calar é: por que esse valor não podia ser usado antes, para construir a adutora que agora faz tanta falta e que nos impõe o uso de caminhões? Isso é “rasgar dinheiro”. Lembrando sempre que nós contribuintes do Estado também somos donos da Corsan e o dinheiro que está sendo desperdiçado é nosso.

FAIXA DE DOMÍNIO
Kátia Zummach (PSDB) apresentou uma indicação para que o Executivo reduza a faixa não edificável ao longo das rodovias da cidade, dos atuais 15 metros para 5 metros de cada lado. Uma lei federal antiga determinava que os donos dos terrenos não podiam construir nos primeiros 15 metros junto das rodovias. Ocorre que essa lei ganhou nova redação e agora as prefeituras podem criar leis próprias para estabelecer o limite em até 5 metros. Considerando-se o nosso exemplo notável da ERS-235, seria uma medida justa. No passado muitos proprietários construíram sem respeitar o recuo de 15 metros. São imóveis que estão consolidados e ninguém mais mexe. Mas então não é justo exigir uma metragem maior para os demais. Além do que, abrindo mão de 15 metros, muitos dos atuais terrenos tornam-se inviáveis para construção. Kátia lembra que é preciso avaliar riscos e benefícios.

Por Francis Jonas Limberger
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