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“As sementes são caras e não podemos arriscar, enquanto não chove”

04/05/2020 - 22h28min

Gilson mostra o milho pronto para colher. (foto: Rogério Savian)

Morro Reuter – A cada dia sem chuva só aumenta a preocupação dos agricultores. Os resultados do trabalho e também do investimento feito nas lavouras depende da quantidade de chuva. A estiagem que vem castigando a região faz com que muitas famílias acumulem prejuízos e preocupações. Um desses agricultores é o Gilson Schuhmacher, na localidade de Linha Cristo Rei, que também cria frangos. Na propriedade da família os poços já secaram e agora dependem do abastecimento com caminhão-pipa para o aviário. Nas lavouras, o milho que já está pronto para colher se salvou, porém, outras culturas ainda precisam da chuva.

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Assim como Gilson, os vizinhos contam com a chuva para ter pasto no campo e desenvolver a pastagem do gado para passar o inverno. Sem alimento no campo, o gado fica fraco e magro. A produção leiteira diminui e os custos aumentam. Enquanto a situação não normaliza, a preocupação só aumenta. “Sem chuva, não tem agricultura que resiste. Para tudo. Não temos como plantar e o que está na terra não nasce. As sementes são caras e não podemos arriscar. O jeito é aguardar a chuva. Minha sogra conta que não lembra de outra estiagem como essa, nos últimos 35 anos”.

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