A apresentação perante o Tribunal Superior Eleitoral questiona declarações feitas por Lula durante uma entrevista à TV Globo, na qual ele afirmou que ao reassumir o poder em 2023 encontrou um déficit fiscal de 2,8% do Produto Interno Bruto e uma economia que crescia em torno de 1%, cifras que Flávio considera falsas; dados que atribuiu à “herança” deixada por Jair Bolsonaro.
Já, Flávio apresentou, perante o Tribunal Eleitoral, dados segundo os quais o governo de seu pai foi bem-sucedido. A gestão de Jair encerrou 2022, último ano do mandato, com superávit de 54,9 bilhões de reais (10,0 bilhões de dólares), equivalente a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB), consignou Flávio.
Por meio da denúncia, Flávio defende o legado de seu pai ao mesmo tempo em que reforça seu próprio perfil de político comprometido com a disciplina fiscal, um dos pilares de sua campanha.
O candidato de direita costuma apresentar-se com uma tesoura para simbolizar o corte de gastos excessivos; estratégia que ficou exposta nesta semana durante contatos com importantes representantes do mercado.
Flávio Bolsonaro reuniu-se com a cúpula dos principais bancos privados, como Itaú, Bradesco, Credit Suisse, e com a Bolsa de Valores, diante dos quais defendeu reformas econômicas e afirmou que, se vencer em outubro, não buscará um segundo mandato.