Brasil: Pedem à Justiça Espanhola que Investigue o Filho de Lula

5 de setembro de 2026

A situação jurídica de Lulinha no Brasil já se instalou no debate eleitoral e possivelmente será citada pelo Partido Liberal (PL), bolsonarista, durante o período de propaganda televisiva, cujo início ocorrerá nesta sexta-feira.

A esse procedimento soma-se uma ação contra Lulinha que acaba de ser promovida junto ao Ministério Público daquele país por Fábio Pagnozzi, advogado e candidato a deputado federal pelo PL.

Pagnozzi também é advogado da ex-deputada Carla Zambelli, do PL, residente na Itália após deixar o Brasil, onde foi condenada pela Corte no ano passado.

Fábio Pagnozzi e Oswaldo Eustáquio, ativista bolsonarista radicado na Espanha, solicitaram ao Ministério Público que as atividades da Synapta SL, uma empresa constituída em Madrid por Lulinha, fossem investigadas.

O filho do presidente Lula da Silva, do partido de esquerda Partido dos Trabalhadores (PT), mudou-se com a família para o país europeu em 2025, quando começaram a surgir denúncias contra ele no Brasil.

Pagnozzi e Eustáquio solicitaram às autoridades espanholas que analisassem movimentos financeiros, a estrutura econômica e eventuais mudanças de domicílio pelas quais a empresa Synapta tenha passado.

Para o advogado bolsonarista: “Há uma pergunta que ninguém responde: quem está financiando a Lulinha e sua vida de luxo aqui na Espanha? É isso que eu quero que seja investigado”.

“Aqui na Espanha a justiça funciona e existem fortes indícios de que Lulinha recebeu dinheiro por meio de uma empresa de cannabis”, destacou.

Esse comentário parece remeter a um projeto de Lulinha relacionado ao processamento da cannabis para uso medicinal, apresentado ao Ministério da Saúde brasileiro, o que poderia configurar tráfico de influência, e está sendo investigado pela Polícia Federal.

O advogado opositor afirmou ter visitado o local onde a Synapta está domiciliada e assegurou que não há atividades ali.

Entretanto, a defesa de Lulinha, à frente de Marco Aurélio de Carvalho, rejeitou as suspeitas, embora tenha reconhecido que a Synapta encontra-se inativa e que essa situação foi comunicada às autoridades.

“Recebemos tudo isso com serenidade; vamos responder a toda investigação, colocando Fábio à disposição para esclarecer o que for necessário”, declarou Carvalho.

O advogado qualificou a apresentação de Pagnozzi como uma iniciativa “distrativa e pirotécnica” da oposição que buscaria influenciar o processo “eleitoral”.

Na semana passada, o presidente Lula recebeu o advogado Carvalho em Brasília para analisar a situação de seu filho, assunto que também tratou com seus assessores de imagem, para definir uma argumentação durante a campanha.

Em princípio, Lula afirmou que seu filho deve ser investigado como qualquer cidadão comum e descartou usar suas influências para obstruir a Justiça.

Augusto Almeida

Sou jornalista e apaixonado por entender as histórias por trás dos acontecimentos. No Jornal O Diário, acompanho as principais notícias do Brasil e do mundo, com atenção especial aos temas que ganham destaque, geram debate e ajudam a explicar as mudanças do nosso dia a dia.