(Créditos: Rafael Petry)

O Brasil é campeão da automedicação. Genéricos ou de marca, com ou sem prescrição, comprados em farmácias reais ou virtuais, o que não faltam são opções de medicamentos e diversas facilidades para adquiri-los, até mesmo no conforto de casa, sem precisar se locomover. Mas atenção com o risco da automedicação. “O uso de medicamentos sem prescrição ou supervisão médica pode causar danos à saúde. Há a possibilidade de mascaramento dos sintomas de doenças potencialmente graves, interação medicamentosa com outras substâncias e causar inclusive intoxicações”, alerta o médico Dr. Leonardo Castilho, que em Ivoti, atende no Pronto Atendimento Mais Vida.

Segundo ele, atenção especial deve ser dada a pacientes idosos e a portadores de outras doenças crônicas (doenças cardiovasculares, diabetes, asma, entre outros), pois nesse cenário há uso regular de outras medicações, o que aumenta a possibilidade de interações medicamentosas. Outro evento que ganha cada vez mais importância é o uso inadequado de antibióticos, que sabidamente causa seleção de bactérias resistentes e acaba prejudicando a eficácia de tratamentos futuros. Recentemente, providências foram tomadas contra o abuso dos antibióticos. Hoje, sua venda é controlada e somente realizada mediante retenção de uma via da receita médica.

Frequente em crianças

A automedicação em crianças também é frequente e feita principalmente com analgésicos e antitérmicos, porém, essas medicações não são isentas de riscos e podem causar reações alérgicas, interações medicamentosas e dar a falsa impressão de melhora dos sintomas. “O ideal é que pais levem seus filhos para consultas de puericultura regularmente e que o tema seja abordado com o Pediatra assistente”, orienta o profissional. Crianças com queixas agudas devem consultar nos serviços de emergência.

Uso de medicações controladas

Medicações controladas como as de receita azul ou especial, utilizadas para tratamento de depressão, ansiedade e alterações do sono, entre outras, são substâncias que têm ação no sistema nervoso central e risco de dependência física e psíquica e podem inclusive piorar os sintomas quando utilizados de maneira inadequada e sem supervisão médica. “Medicações dessa classe exigem controle e acompanhamento mais rígidos durante sua utilização.” O médico destaca que medicamentos dessa classe que eventualmente sobrem após o tempo de tratamento sejam descartados na Farmácia Básica Municipal ou na Unidade Básica de Saúde Mais Próxima de sua Residência, conforme orientação da Secretaria de Saúde de Ivoti.