Região do mirante de Linha Nova, um dos pontos do circuito de cicloturismo (Crédito: Arquivo/Francis Jonas Limberger )

A Associação de Municípios da Rota Romântica está prestes a finalizar e a colocar em operação o seu grande projeto regional dos últimos três anos: o cicloturismo, que propõe um circuito para ser percorrido de bicicleta, mas também com opções para outros meios, como as caminhadas. O circuito contemplará os 14 municípios da Rota Romântica, com 354 quilômetros de extensão e início e fim na sede de atendimento da entidade, junto à Torre Medieval, em Nova Petrópolis.

Os ciclistas percorrerão, na sequência: Nova Petrópolis, Picada Café, Linha Nova, Presidente Lucena, Ivoti, Estância Velha, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Dois Irmãos, Morro Reuter, Santa Maria do Herval, Gramado, Canela, São Francisco de Paula, Canela, Gramado e Nova Petrópolis.

Conforme o guia de navegação, que será distribuído aos ciclistas, o marco zero da Rota Romântica, em São Leopoldo, está quase ao nível do mar. Já o ponto mais elevado do circuito tem 800 metros de altitude.

O guia trará também informações turísticas sobre os 14 municípios e dicas importantes para a atividade dos ciclistas. O trajeto total é dividido em 15 trechos, com informações de navegação detalhadas em cada um deles.

“Está sendo um grande desafio, pois é uma ação extremamente complexa unir 14 municípios por estradas vicinais. Estamos muito felizes por termos avançado no projeto e conseguido parceiros como o Sicredi, que é o principal deles”, comenta o presidente da Rota Romântica, Claudio Weber. De acordo com ele, atualmente o cicloturismo encontra-se em faze de sinalização das estradas. A previsão é de que seja entregue entre os meses de setembro e outubro.

O acesso ao circuito

Conforme Claudio Weber, estão surgindo muitas perguntas sobre como funcionará o circuito de cicloturismo. Uma delas é relacionada ao acesso do público ao circuito. “A Rota Romântica não é uma empresa de turismo. Somos um órgão institucional que promove o turismo na região por meio de ações como o cicloturismo e muitas outras que ao longo dos anos a gente conseguiu estabelecer. Mas não vendemos o produto final”, explica.

O presidente afirma que, uma vez lançado, o circuito vai estar mapeado e sinalizado. Autoguiado, portanto. “Os municípios porão usar, as pessoas que moram na região, os visitantes, todos. Depois, claro, teremos que cadastrar algumas operadoras que poderão fazer o receptivo. Vamos receber ciclistas profissionais, mas também pessoas totalmente leigas, que precisam de estrutura. Há de se ter até uma documentação adequada”, avalia.

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