"No trânsito é preciso ter muita calma”, ensina Paulo Rogério Scholles

O dia 25 de julho foi de dupla comemoração para Paulo Rogerio Scholles, 58 anos. Motorista por mais de 24 anos na empresa Herval , em Dois Irmãos, até hoje continua plantando aipim e batata-doce entre outras culturas, que vende para amigos e colegas de trabalho, sendo assim motorista e colono. Morador de Morro Reuter, diz que sempre gostou da profissão de motorista. Em certa ocasião, conta que acompanhou o motorista de uma carga de lenha até Estância Velha sem ganhar nada, só pra conhecer a rotina do caminhoneiro.

Chegou na Herval por intermédio do irmão José Ricardo (in memorian) e de uma amiga, Maria de Fátima, hoje sua esposa e mãe de seu filho, Arthur Henrique, de 15 anos. Na época o irmão namorava a irmã de Maria e ambos brincavam o convidando pra trabalhar na Herval, para poderem se conhecer. E não deu outra, engataram o namoro que deu em casamento. Em resumo, Paulo virou colega de emprego da esposa. Ambos são funcionários a Herval.

“É bom ser motorista, tem que ser trabalhador, honesto, respeitar a chefia e suas normas”, diz Paulo que fala de seu orgulho pela solidez e seriedade da empresa na qual trabalha. Conta que exatamente no dia 25 de julho de 1995, meio após após ser ajudante, foi promovido a motorista.

Responsabilidade

Na direção de um Mercedes 1214 C vermelha, que ele dirige desde 1997, faz entregas de produtos Herval, como espuma e látex, na indústria e comércio da região, especialmente no Vale do Sinos. Sua última multa tem data de 1997, em toda sua trajetória se envolveu apenas em um pequeno acidente. O melhor da profissão é ser motorista, como ele sonhava desde jovem. O pior da atividade, segundo ele, é o trânsito, que exige muita calma. A atividade, segundo ele, exige responsabilidade e dedicação, seja no transporta da carga, seja com o cliente e, principalmente, no trânsito.