Em São José do Hortêncio, o cultivo da mandioca é bastante tradicional e se traduz como questão cultural dos habitantes

O cultivo do aipim, ou da da mandioca, é de grande relevância econômica como principal fonte de carboidratos para milhões de pessoas, essencialmente nos países em desenvolvimento. Estima-se que o Brasil, um dos maiores produtores, possui aproximadamente dois milhões de hectares com produção de mais de 23 milhões de toneladas de raízes frescas de mandioca.
“O aipim é uma cultura simbólica para o município”, aponta o engenheiro agrônomo Hector Augustus Santiago Eder, chefe do Escritório Municipal da Emater de São José do Hortêncio.

Segundo ele, independente da importância econômica do produto, o cultivo da mandioca é bastante tradicional e se traduz como questão cultural dos habitantes locais.”A própria festa do aipim comprova esta situação”, observa. Ele destaca também a importância econômica da produção do aipim no município. “Estima-se que a produção total de aipim no município seja de quase 10 mil toneladas’, observa.

De acordo com o engenheiro agrônomo, a estimativa é de que hoje, aproximadamente 250 famílias tenham produção de aipim em suas propriedades. “Porém, este número inclui tanto aquelas famílias que cultivam para o autoconsumo como aquelas que produzem para a comercialização”, explica.

Mais de 500 hectares

A grande maioria dos produtores que comercializam o aipim não têm esta cultura como fonte única de renda. O aipim acaba sendo um dos produtos cultivados, considerando que ele possui uma boa rentabilidade. “O município possui duas agroindústrias que fazem a comercialização do aipim descascado, congelado e embalado. Uma delas está legalizada e outra está em processo final de legalização”, aponta Hector que estima que o cultivo envolva cerca de 540 hectares. “A grande maioria do volume, em torno de 75%, é comercializado in natura e 25% descascado. As qualidades predominantes são Vassourinha, Gema de ovo e Catarina, que abastecem Ceasa de Porto Alegre e Novo Hamburgo.