Egídio João Grohmann, prefeito de São José do Hortêncio

“Faço parte em quatro gestões na administração pública de São José do Hortêncio, sempre inspirado para conduzir as questões públicas com muita seriedade”, aponta o prefeito Egídio João Grohmann que compara a primeira gestão como prefeito com a atual administração. Segundo ele, obviamente a primeira gestão foi totalmente diferente em função da falta de experiência, e somada às grandes dificuldades de iniciar e montar uma estrutura administrativa, praticamente montada sobre um vazio. Observa que inicialmente não contavam com pessoas treinadas, que já haviam trabalhado em órgão público. “Mas o tempo foi passando e a estrutura esculpida, forjada e criada como se fosse sobre um vazio, criou sustentação e chegamos a ser um município próspero”, aponta.

Segundo ele, hoje a administraçãoconta com um quadro de servidores, pelo menos a maioria, altamente competentes, que têm a prerrogativa e o dever de ajudar a conduzir os trabalhos da administração municipal. “Aí já reside uma grande diferença entre o início (1989) e os dias atuais”, diz. Outro fator que diferencia muito é o fato de que de início o quadro dos servidores era bastante reduzido e que as despesas em pessoal civil era apenas de 8,2%. Acredita-se que foi um dos menores, se é que não o menor índice em despesas de pessoal civil já registrado no país. Desta forma, na época, deu para investir muito em obras de infraestrutura, que atualmente não é mais possível em função de que as despesas de pessoal civil giram em torno de 40%. Veja a entrevista com o chefe do Executivo:

O Diário: Como o Prefeito vê hoje São José do Hortêncio?

Prefeito: Como um município totalmente estruturado, com inúmeras melhorias proporcionadas à população; lugar que é considerado como um dos melhores municípios do país em distribuição de renda; algumas vezes alcançamos um dos primeiros lugares do país em gestão pública. Com uma educação, diria educação de excelência; uma assistência à saúde privilegiada, que poucos municípios possuem; um apoio à agricultura – plena, seria uma insensatez negar isto.

O Diário: Qual o maior desafio à frente do Executivo?

Prefeito: É enfrentar a tamanha burocracia que hoje se exige e impõe ao setor público e um entrelaçamento de leis que ninguém mais consegue compilar, que existem apenas para complicar e atrasar o andamento das obras e ações.

O Diário: De que forma a administração tem estimulado o desenvolvimento econômico?

Prefeito: Tem se procurado trazer mais indústrias, porém, em tempos de crise é difícil alguém se animar, pelo menos empresas de maior porte. Se o próprio Estado não é capaz de segurar as empresas existentes, talvez por falta de incentivo do Estado, mais difícil sem dúvida é o município chamar empresas, quando o município não tem poder de legislar sobre alíquotas dos tributos. Erros cometidos pelo Estado durante décadas. Então quando os próprios municípios vivem agruras, violentas crises, não restam muitas formas de chamar indústrias, ou nenhuma.

O que procuramos fazer foi sustentar e ampliar os programas existentes, incentivando a produção primária. Obviamente sem abandonar a indústria, o comércio e a prestação de serviços. Dias melhores virão, esperamos.

O Diário: Observa-se o crescimento imobiliário no município, a que o Sr. atribui esse fator?

Prefeito: Certamente porque é um lugar bom para morar, mesmo não tendo emprego suficiente, as pessoas procuram emprego em toda região e moram aqui. Foram criadas algumas novas vagas, porém insuficientes. Aqui repito a importância do setor agrícola; temos uma agricultura forte, que proporciona muitos empregos e o bem estar da população.

O Diário: Nas próximas eleições, podemos esperar uma candidatura do prefeito Egídio?

Prefeito: Pelo menos até o momento não me passou na cabeça a pretensão de ser candidato.

O Diário: Quais as ações realizadas que considera mais importante para o município?

Prefeito: A mais importante sem dúvida foi de encontrar um equilíbrio financeiro. É sabido que foi cruel a crise financeira a partir de 2017. Vários municípios têm sérias dificuldades ainda até hoje para honrarem os seus compromissos em deixar suas contas em dia. E não só municípios, como também Estados e País. O que nos consola que a população assimilou tal situação e compreendeu.

O Diário: Quais são as metas para o último ano do mandato?

Prefeito: Se Deus nos permitir continuar com a mesma sobriedade que sempre tivemos em decidir as questões públicas, isto em primeiro lugar. Depois, além do que já é notório e sabido pela população, gostaríamos de completar as obras mais ou menos definidas, usamos a expressão mais ou menos definidas, para não soar como promessas; o que garantimos é o nosso total empenho. Passamos agora a relacionar algumas ações que gostaríamos realizar inclusive umas já em andamento: completar o trecho de asfalto em Capela do Rosário, ligando os trechos existentes, asfalto na Vila Passo Fundo, sede do município, rua 36 e rua “E” na sede do Município, completar o trecho com asfalto no Campestre, na estrada Geral para Lindolfo Collor; ampliação da EMEI Sonho Meu; ampliação de uma sala, para Informática, na Escola de Arroio Bonito, Leocádia Becker; reforma do posto de saúde; troca dos telhados da escola de Capela do Rosário, de Arroio Bonito e Campestre; troca do telhado do prédio da Delegacia e Conselho tutelar; reforma do telhado do CRAS; terminar a construção da casa do Artesão e sala para a Orquestra Municipal; aquisição de uma área de terras para ampliação da Escola São José; previsão de duas pracinhas públicas: uma em Arroio Bonito e outra no loteamento Koch, no Campestre; mais um lote de pavimentação de ruas com bloquetos de concreto: rua 24, Av. “G”, da rua 17, em sentido norte, rua “E”, da rua 36, em sentido norte, Av “A” entre a rua 50 e 51, rua “D”, no sentido sul da rua 49, rua “E” da rua 44, em sentido sul, rua 39A, rua “C” entre as ruas 43 e 44, parte da estrada Geral na Vila Dill, trecho da estrada na Vila Passo Fundo; recapeamento asfáltico na rua 14; recapeamento asfáltico trecho em Capela do Rosário etc. Entre outras não aqui mencionadas.

O Diário: Na opinião do prefeito, como será São José do Hortêncio em 20 anos?

Prefeito: Não sou profeta. Estou persuadido de que em 20 anos estamos vendo o nosso município numa florescente situação, isto porque, nosso povo é trabalhador, honesto, empreendedor e exigente, juntamente com as lideranças conduzem a administração de forma ordeira e sincera para que possamos cada vez colher bons frutos. Isto são os nossos votos. Sem dúvida, São José do Hortêncio, se administrado bem, continuará sendo aquele município próspero que todos desejamos. Deu certo e dará.

O Diário: Como tem sido a captação de recursos federais? Algum resultado importante no último semestre?

Prefeito: Temos conseguido alguns recursos federais e importantes, porém, aqui repito o dito acima: a burocracia é tanta que às vezes, sendo pequenos valores, quase não vale apena trazer recursos da esfera federal.

O Diário: O que o Sr. gostaria de ter feito que ainda não fez?

Prefeito: Asfaltamento de um trecho de Arroio Bonito, sentido para Vigia; construção de um auditório, também chamado de centro de cultura; construção de duas pontes novas: uma que liga São José do Hortêncio com Lindolfo Collor e outra que liga este município com Presidente Lucena – para ambas já foram solicitados recursos financeiros junto à esfera Federal.

O Diário: Queres deixar uma mensagem à comunidade?

Prefeito: Que as comunidades cada vez mais se unam em prol do nosso município, incluindo todos os setores públicos, convidando todos para participarem dos eventos alusivos ao dia do aniversário do Município. E aproveitamos desde já para vos desejar um santo Natal e um feliz Ano Novo.