Conecte-se conosco

Geral

Cinco acidentes em um ano: rua Vicente Prieto registra excesso de velocidade em Nova Petrópolis

14/05/2020 - 12h04min

Atualizada em 14/05/2020 - 19h51min

Nova Petrópolis – O acidente de moto que vitimou Fábio de Castilhos, 35 anos, na última quinta-feira, 7, trouxe de volta o debate sobre os riscos de dirigir em alta velocidade na Vicente Prieto. Em 2019, foram quatro acidentes, duas colisões entre veículos e uma colisão em objeto fixo, com ferimentos leves aos motoristas. Não foi possível coletar os dados do quarto acidente. Somados ao último, são cinco acidentes, com uma morte, em um período de um ano.

Atualmente, os acidentes não são tão constantes como já foram antes da rua ser asfaltada. Ainda assim, moradores contam que os motoristas costumam transitar pela rua em alta velocidade. A Vicente Prieto liga Nova Petrópolis a Picada Café pelo interior, e é a principal via do Pinhal Alto, passando por Linha Imperial, até chegar na ERS-235.

Ao longo da rua, diversas placas sinalizam o limite de velocidade em torno dos 40km/h. Há ainda placas que comunicam “estrada perigosa”, devido ao número de curvas fechadas e as várias subidas e descidas que impedem a visão de quem vem pelo sentido contrário.

Opinião de moradores

Leonardo Kehl, aposentado

“Aqui os motoristas passam muito rápido, principalmente às 07h da manhã, à noite e nos finais de semana. Tem quem ultrapasse no topo da rua, onde não se enxerga quem vem do outro lado. Sempre temos que tomar muito cuidado ao entrar no pátio de casa. Já colocaram redutor e mesmo assim eles correm” Leonardo Kehl, aposentado.

Sinalização indica que o limite de velocidade não deve ultrapassar os 50 km/h

Nelson Martini, floricultor

“Essa curva em frente a minha casa é muito perigosa. Uma vez minha filha estava com o carro ligado para sair e um motociclista invadiu o pátio, quase acertou ela. Já refiz o muro da minha casa três vezes por causa disso. As pessoas querem um quebra-molas aqui, mas eu não quero, os motoristas que precisam ser conscientes” Nelson Martini, floricultor

Altemir Eichelberger, comerciante

“Desde que colocaram um quebra-molas aqui na frente, melhorou muito. Antes tinha muito acidente porque a curva é muito fechada. Agora, há cerca de um ano, colocaram o quebra-molas e praticamente não se tem mais acidentes aqui. Só gostaria que pintassem o quebra-molas e uma faixa de segurança” Altemir Eichelberger, comerciante.

Quebra-molas reduziu número de acidentes em trecho da Vicente Prieto