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Coluna Nova Petrópolis

Os três decretos que pararam Nova Petrópolis

Três decretos municipais publicados em sequência, entre a terça-feira, 17, e o sábado, 21, transformaram completamente a cidade. O primeiro decreto, de número 55, ainda estava amparado em cima de bases incertas sobre o que estava por vir. As aulas foram interrompidas, mas atrativos turísticos, como o Ninho das Águias e o Parque Aldeia do Imigrante, poderiam ficar abertos, mas suspendendo eventuais programações. O segundo decreto, de número 57, foi publicado na sexta-feira e estabeleceu a situação de calamidade pública no município, assim como já havia sido decretado pelo Estado um dia antes. Embora endurecesse as medidas de controle para evitar a propagação do novo coronavírus, este segundo decreto do município foi considerado brando demais, passando a ser criticado por isso. E eis que em pleno sábado foi publicado o decreto 58, fechando fábricas, lojas e estabelecimentos prestadores de serviços.

CIDADE DESERTA

Embora algumas pessoas ainda estejam descumprindo as orientações de ficar em casa e só sair se houver necessidade, a cidade está conseguindo restringir consideravelmente a circulação de pessoas. Enquanto comunidade, devemos manter essa situação, corrigindo os pontos que ainda estiverem deficientes, como este que segue:

ESTACIONAMENTO

Havia o entendimento de que, com os decretos 57 e 58, os monitores da Zona Azul parariam de trabalhar automaticamente. Isso não aconteceu e, conforme a Secretaria Municipal de Planejamento, ainda no sábado, dia 21, foi enviada uma mensagem eletrônica à empresa, avisando sobre essa necessidade. No domingo, o secretário de Planejamento, Hermann Deppe, notificou a empresa formalmente para a suspensão imediata do atendimento ao público, incluindo os monitores e o atendimento presencial em sua sede.

A COBRANÇA CONTINUA

Na mesma notificação, o secretário diz que os parquímetros podem continuar funcionando, desde que devidamente higienizados. Também seguem as operações realizadas por aplicativo e em outros pontos de venda. Ou seja, os funcionários da Zona Azul param o atendimento ao público, mas a cobrança continua. Enquanto isso, municípios do entorno, como Gramado e Caxias do Sul, já suspenderam a cobrança. E é o que parece ser o mais certo neste momento, enquanto a área central da cidade permanece deserta. Quem tem necessidade de sair, deve voltar para casa o mais rápido possível, e o estacionamento rotativo não contribui para isso.

O MESMO QUE NADA

Então a cobrança do estacionamento rotativo continua, mas os parquímetros precisam ser higienizados periodicamente. Fatalmente, a tarefa de passar o paninho com álcool ficará a cargo da própria equipe de monitores, que dessa forma seguirá trabalhando nas ruas centrais da cidade e, inevitavelmente, sendo abordada pelo público.

OBRAS PARADAS

Também no domingo, dia 22, a Secretaria de Planejamento emitiu uma ordem de serviço determinando a paralisação imediata de todas as obras de construção civil. Excetuam-se disso as obras voltadas à saúde pública ou em caráter emergencial, liberadas pela própria Secretaria.