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Panela de Pressão

Os governos de esquerda falam ou falavam muito em luta

Mas uma luta que é só deles, não do povo em geral. Lutam para ganhar mais, lutam para manter um anacrônico plano de carreira
de 40 anos atrás, lutam para os aposentados ganhar “produtividade”, lutam por tudo. Desde que seja só para as categorias. O restante da população que pague a conta. Imaginem, quando o ex-governador Tarso foi para a Coreia do Sul e viu lá como funciona a educação, voltou de lá maravilhado e cheio de gás para implantar aqui a meritocracia como é lá. Ou seja, os bons professores ganham mais e são promovidos e os maus, que vão fazer qualquer outra coisa menos fazer aquilo que não sabem. Olha, foi um gritedo dessas entidades de classe que só enganam o povo porque falam como se estivessem beneficiando toda a população. Tarso logo enfiou a violinha no saco e se retirou de cena. Imaginem, demitir os maus educadores é um sacrilégio.
Imaginem, pagar mais para uns do que para outros, nem pensar. A categoria unida pressupõe tratamento igual para todos, inclusive para a professorinha de 80 anos, aposentada há 40 e que ganha seus 6 mil reais graças ao plano de carreira, que repassa para ela o mesmo aumento do profissional que dá aula todos os dias, 9 meses por ano. O que ninguém ganha, depois que
se aposenta, a professorinha ganha. Um mês a sua aposentadoria dá 4 mil. Num passe de mágica, a aposentadoria passa para 5 mil. Ela nem sabe de onde vem o dinheiro. Apareceu lá na conta dela no banco. Perguntem ao brasileiro comum, que inclui desde garis da iniciativa privada até empresários de alto coturno, se quando se aposentam continuam ganhando também os aumentos
daqueles que estão na ativa. Não, aposentou e o salário é aquele do momento da aposentadoria. Esquece-se o passado e dali por diante passa a vigorar uma outra realidade. O pessoal das “categorias” é especial, nada a ver com nós. Tá louco, melhor parar por aí.

INJUSTIÇA

É claro que isto é para mim a maior injustiça que se comete neste país de tantas injustiças. Tratar cidadãos brasileiros, com a mesma certidão de nascimento, de forma diferente, uns são brasileiros de outra estirpe do que outros. E o pior é o seguinte: os que são de segunda classe sustenta os que recebem tratamento especial. E fazem isso suando a camisa todos os dias sem se importar. Como é possível isso? Que tipo de pessoas somos nós que aceitamos isso como se fosse alguma coisa mais normal do mundo e como se isto não fosse uma injustiça. Esta é a verdadeira revolução que temos que travar neste país, que a recém, em 2018, abriu um olho e disse basta, chega, elegendo o novo presidente que está aí. Graças a ele vou renovar minha carteira de motorista este mês por mais 10 anos e não 5 como era antes. Mas falta muito.

LUTA

A verdadeira luta é enquadrar os parlamentares a partir de agora para que eles comecem a fazer justiça e consertar esse país, começando por aí, tendo consciência de que têm que tratar todo mundo de forma igual. O deputado Elton Weber foi um que aprovou a elevação do ICMS da gasolina de 25 para 30%. Na hora de renovar votou contra, pois reconheceu o erro que na época
aprofundou a injustiça. Os 5% adicionais foi para propiciar que a professorinha de 80 anos tivesse um ganho extra que os outros não tem. Cada brasileiro que abastece o seu carro ajuda a manter este status quo. Ele voltou atrás e votou contra na hora de manter o aumento ou não. E agora, durante a “pequena” reforma, também votou a favor do governo para não perpetuar a injustiça. Justiça seja feita, Elton Weber agora começou a verdadeira revolução que todos os seus eleitores esperam. Ou 90% deles. Os privilegiados não passam de 10%, alguns deles 40 anos aposentados e que ganham “produtividade” na aposentadoria.
Um negócio de outro mundo. A grosso modo, produtividade é produzir mais em menos tempo.

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