Coluna de Ivoti
Panela de Pressão – 24-02-2026
Por Raul Petry
DIAS
Quem gosta de dias mais longos não vai gostar. As pessoas que levantam tarde de manhã nem sabem que o dia amanhece só às 6 da manhã. Em dezembro, às 5 horas já estava dia claro. Daqui até junho vai ser assim, dias cada vez mais curtos e noites cada vez mais longas.
INVERSO
Não tem quem não adora o verão durante o inverno. A recíproca também é verdadeira. Aqueles dias tórridos, mais quente ou muito frios ao extremo, são quase que insuportáveis. Mas estes dias são poucos, somados não dá 30 dias em cada estação. O que não dá pra imaginar é viver com 20, 50 graus negativos. Destes sujeitos que vivem nestas condições temos que ter pena. Ninguém merece.
RETORNO
Ontem de noite voltaram as sessões da Câmara de Vereadores. E voltaram com o prefeito também de volta. Valdir Ludwig reassumiu o cargo de prefeito e vai procurar acelerar o seu projeto de fazer 10 anos em 4. Está certo que ele pegou a Prefeitura arrumadinha, sem dívidas e praticamente tudo no lugar. Vale lembrar que ele praticamente não trocou nenhum secretário. Um dos melhores saiu no meio do ano passado. O secretário da Saúde deixou o cargo que foi ocupado por uma secretária, que também saiu e agora estamos no terceiro secretário da Saúde. Donato Dilly também deixou a Secretaria da Administração. Ele voltou para a iniciativa privada.
DIFERENÇA
É que vai uma grande diferença entre o serviço público e a empresa privada. Quem precisa ver a empresa andar porque senão ela quebra, se apavora no serviço público, que tem lá seu orçamento sem precisar fazer nenhuma força e os administradores só precisam se preocupar em gastar o dinheiro. Ele está lá depositado na conta todos os meses e a única preocupação que os políticos têm é como e onde investir o dinheiro púbico.
DEVAGAR
É bem verdade que o andamento do projeto de Valdir de fazer 10 anos em 4 não vai ser fácil de ser alcançado. É que dinheiro livre mesmo sobra pouco. As verbas carimbadas, que já estão destinadas para alguma finalidade por lei devem beirar os 85 a 90%. O resto sobra para gasto livre do município. Só a educação leva 35%. A saúde outros 25%, As despesas para manter a máquina funcionando outros 20%. Lá se vão 80%. E o Fundo de Aposentadoria também tem o seu quinhão, que não é pouco. Não fossem os recursos destinados por deputados e outros figurões e muitos municípios ficariam em maus lençóis. É um absurdo que mais de 60% da arrecadação vá toda ela para Brasília. O que retorna parece muito, mas é pouco do total que se arrecada.
CARTÃO
Não vou publicar aqui o valor gasto pelo cartão corporativo, que é um cartão de crédito utilizado pelo presidente com gastos que não precisam ser comprovados. Ou seja, são gastos livres e vale qualquer farra. O presidente anterior foi criticado pelo alto gasto com o cartão. Mas o atual, sai de baixo.
