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Coluna Dois Irmãos

Seja bem-vindo, 2026

06/01/2026 - 14h04min

cleiton@odiario.net

Por Cleiton Zimer

Que neste ano a gente consiga dar continuidade aos projetos mais importantes das nossas vidas. Cuidar da nossa saúde. Estar perto da nossa família. Acreditar nos nossos sonhos. Trabalhar, sim, mas também equilibrar a vida. Para que, lá na frente, a gente consiga saborear aquilo que realmente importa: a verdadeira felicidade.

Parece simples escrever isso. Difícil é viver. E, ainda assim, é por aí que tudo começa.

Dois choques logo no início do ano

A cidade começou 2026 com duas perdas profundas, daquelas que não passam batidas e não permitem indiferença.

A primeira foi a de Carlos Alberto Kasper, o Carlão. Jovem, aos 39 anos, ocupava o cargo de secretário de Administração da prefeitura. Uma perda repentina, que interrompeu planos, projetos e uma trajetória que ainda tinha muito a oferecer.

A segunda foi a de Tainara Dutra, jovem de 22 anos que enfrentou uma longa e dura batalha contra o câncer por cerca de dois anos e acabou falecendo no primeiro dia do ano.

Dois tapas na cara. Dois lembretes dolorosos de que a vida é muito mais frágil do que a rotina nos faz acreditar.

E é justamente por isso que começo esta coluna falando dos projetos mais importantes das nossas vidas.

Saúde: o pedido que fazemos, mas esquecemos de cuidar

Quantas vezes nossas preces começam pedindo saúde? E quantas vezes, no dia a dia, deixamos ela em segundo plano?

A rotina é corrida, as responsabilidades são muitas, o tempo parece sempre curto. Às vezes, mesmo cuidando, fazendo tudo ao nosso alcance, ainda assim não depende só de nós. A vida é uma caixinha de surpresas.

Mas isso não pode ser desculpa para o descuido. Cuidar da saúde não é luxo, é necessidade. É base. Sem ela, todo o resto desmorona.

Família: estar perto enquanto é possível

E talvez o maior de todos os projetos seja este: estar perto.

Perto da família. Perto dos amigos. Presente enquanto dá tempo.

Cada dia, cada hora, cada minuto é precioso. Amanhã ou depois, a gente ou eles podem não estar mais aqui. E, muitas vezes, isso acontece sem aviso algum. Aí ficam as perguntas que doem: “por que não fiquei mais tempo?”, “por que deixei para depois?”.

Todos nós vamos partir. Ter isso em mente não é pessimismo, é lucidez. E é essa consciência que deveria nos empurrar para viver melhor, mais perto, mais inteiro.

O ano começou triste. A lição é clara.

Não dá para ignorar: o ano começou da forma mais triste possível aqui na nossa região. Duas pessoas jovens, duas histórias interrompidas cedo demais.

Que isso não passe em branco. Que sirva de reflexão. Que a gente reorganize prioridades, reveja excessos, repense ausências.

Projetos de vida não são só metas profissionais. São vínculos, cuidado, presença.

Natal que fica para sempre na memória

E, em meio a tanta reflexão, há também espaço para reconhecer o que constrói, une e deixa marcas bonitas.

O Natal dos Anjos de Dois Irmãos chega hoje ao fim. É o último dia do 30º Natal dos Anjos. E, mais uma vez, foi um espetáculo.

Os elogios vieram de todos os lados. Pela programação, pela cidade enfeitada, pelos destaques no palco e pelas atrações itinerantes. Tudo pensado com um objetivo muito claro: resgatar a união da comunidade.

Trazer famílias para a rua. Aproximar pessoas. Criar memórias.

Isso é Natal.

Parabéns, Dois Irmãos, a todos que estão por trás desse projeto. Não é apenas turismo. É algo mágico. As luzes, as apresentações, os anjos, os Papais Noéis… tudo isso fica marcado para sempre na memória de uma criança. E não há nada mais bonito do que construir lembranças assim.

O Natal de Dois Irmãos faz história todos os anos justamente por isso: porque permanece. Fica na memória. Fica no coração.

 

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