“O governo brasileiro mantém contato contínuo com a UE e com os setores produtivos envolvidos, com vistas à continuidade dos fluxos comerciais”, afirmou um comunicado conjunto da Chancelaria e do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Caso as negociações não cheguem a uma solução, o governo reserva-se o direito de recorrer aos instrumentos disponíveis para assegurar condições de comércio equilibradas, incluindo medidas de reciprocidade previstas na legislação nacional”, acrescentou o comunicado divulgado nesta sexta-feira em diversos veículos de imprensa.
A nota também cita mecanismos de resolução de divergências previstos no Acordo UE-Mercosul, que entrou em vigor neste ano.
As restrições passaram a vigorar nesta quinta-feira e abrangem, entre outros produtos, carne bovina e de aves, ovos e mel. O Brasil é o único país do Mercosul afetado por essa sanção.
A Comissão Europeia sustenta que o Brasil não apresentou garantias quanto ao cumprimento das normas do bloco destinadas a combater o uso abusivo de antibióticos aplicados ao gado.
As exportações afetadas somam aproximadamente dois bilhões de dólares por ano.