Assim informou neste domingo o Ministério das Relações Exteriores italiano.
A delegação será chefiada pelo presidente da Confindustria, Emanuele Orsini, e contará também com a participação de grandes empresas italianas com operações em ambos os países.
A missão buscará aproveitar as oportunidades que oferece o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul e fortalecer a presença de empresas italianas na região.
Tajani chegará a Buenos Aires no dia 8 de setembro, acompanhado também pelo ministro da Educação italiano, Giuseppe Valditara. Na capital argentina, ele se reunirá com o presidente Javier Milei, o chefe de Gabinete de Ministros, Diego Santilli, e o chanceler Pablo Quirno.
As conversas estarão centradas no fortalecimento da associação bilateral, com base no plano de ação assinado no ano passado pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, e Milei.
Também farão parte da agenda o presidente da Agência ICE, Matteo Zoppas; o diretor executivo da Sace, Michele Pignotti; e a titular da Simest, Regina Corradini D’Arienzo.
A chamada “diplomacia do crescimento” será um dos pilares da visita à Argentina. Tajani e Quirno abrirão um encontro com grandes empresas italianas e argentinas e, posteriormente, participarão, juntamente com Valditara e representantes da Confindustria, de um fórum empresarial destinado a promover novos investimentos e oportunidades comerciais.
Na Argentina operam atualmente mais de 300 empresas com capital italiano, com perspectivas de expansão especialmente em setores como energia, agroalimentação, indústria farmacêutica, maquinário, novas tecnologias e defesa.
Tajani viajará no dia 9 de setembro para São Paulo, onde permanecerá até o dia 10, em o que será a sua terceira visita ao Brasil desde o início de seu mandato. Lá, ele se reunirá com o ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, e também presidirá um fórum econômico com empresários de ambos os países.
O Brasil é o principal parceiro comercial da Itália na América do Sul. O intercâmbio bilateral ultrapassou 11 mil milhões de euros em 2025, enquanto cerca de 1.100 empresas com participação italiana operam atualmente no mercado brasileiro.
A viagem faz parte da estratégia de Roma para reforçar sua presença econômica nos países do Mercosul.
O intercâmbio comercial entre a Itália e o bloco atingiu em 2025 um recorde de 14,7 mil milhões de euros, 51% a mais do que em 2019, e registrou um novo crescimento de 8,7% no primeiro semestre de 2026.
Argentina e Brasil concentram conjuntamente mais de 92% das exportações italianas destinadas ao Mercosul, segundo dados divulgados pelo Ministério das Relações Exteriores italiano.