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E quem fez a denúncia é um deputado do PT

15/05/2018 - 11h00min

Outro dia saiu na imprensa que a Corsan perdeu aqueles milhões que haviam sido destinados a fundo perdido pelo governo federal para investimento em esgoto sanitário no município. Parte da verba ainda poderia ser salva. Isto acontece seguidamente. Se o dinheiro foi perdido muitas vezes é por querer mesmo. Não sei se é o caso atual, mas uma vez fiquei sabendo que um prefeito não quis uma verba federal porque não tinha o dinheiro para dar a contrapartida. Se foi perdida por desleixo mesmo aí é caso de polícia. O deputado que fez a denúncia estava furioso pela perda da verba. Aí entra muitas vezes a disputa política. A oposição denuncia quando, quem está no poder, comete uma barbaridade dessas. Quem está no poder é o MDB, aqui e em Brasília. E quem fez a denúncia é um deputado do PT. Só que neste aspecto de desleixo com a coisa pública todos são farinha do mesmo saco. A coisa pública não se salva. Quando foi anunciada a verba fizeram aquele auê. Como sempre, não couberam todos na mesma foto. Agora que se anuncia que a verba foi perdida não aparece ninguém nem para lamentar.

ONDE ESTAMOS

Bem feito para o governador Sartori. Lançou edital para a compra de 1.000 viaturas e não apareceu uma montadora para participar da licitação. Todos correm do governo do Estado como o diabo foge da cruz. Sartori é sério e honesto pelo que tudo indica. Entretanto, é político e pensa em se lançar ao governo do Estado novamente. No Rio Grande do Sul, nunca um governador se reelegeu. Se ele conseguir esta proeza aí temos que tirar o chapéu para o gringo. O lance das 1.000 viaturas é uma jogada política, para mostrar ao Rio Grande que o governo se preocupa com a segurança. No fundo ele quer ganhar a eleição. Comigo não leva. O gringo foi sem vergonha ao afundar a mão no nosso bolso em cerca de R$ 2 bilhões por ano só no aumento de ICMS que promoveu há dois anos.

POBRES E RICOS

Sartori foi eleito por nós não para aumentar impostos. Quando ele se candidatou sabia que o governo do Estado estava quebrado e ele tinha que promover um grande saneamento. Na época, perguntado se ele ia aumentar impostos, não respondeu nem sim nem não. Ficou em cima do muro, dando a entender que não aumentaria, mesmo porque todo mundo sabe que o governo do Estado é uma massa falida que cada gaúcho ajuda a carregar nas costas. Mesmo assim, o governador escolheu o caminho do aumento de ICMS, que custa para cada gaúcho R$ 150 por ano. E o pior é que o Estado continua quebrado. Mesmo sabendo disso, conseguiu aumentar o ICMS sobre gasolina, luz e telecomunicações. São os serviços que custam mais caro para todos nós e não temos como escapar. O aumento do imposto sobre serviços ou produtos é o mais injusto. Ele penaliza pobres e ricos. Gasolina tanto o pobre quanto o rico consomem. Todos pagam igual. A luz então nem se fala. Sartori foi capaz de fazer uma coisa dessas. Aumentar impostos para todo mundo sem olhar se os mais necessitados também iam ser penalizados. O que ele queria era arrecadar, para depois tentar se reeleger. E o fez da forma mais injusta.