Vanir e Winck durante audiência do processo de impeachment (Créditos: Ana Veiga)

Lindolfo Collor – Quando contratou o escritório do advogado Vanir de Mattos para a Prefeitura, o ex-prefeito Wiliam Winck utilizou dinheiro público para pagar os serviços. A questão foi avaliada pelo jurídico do novo governo e pelo Controle Interno. Ambos estabeleceram que Winck e Vanir devem devolver o dinheiro.

O valor pago foi de R$ 25 mil e foi empenhado no dia 31 de outubro de 2019, um dia antes de Winck ter o mandato cassado. Oficialmente, o escritório do advogado recebeu o dinheiro no dia 1º de novembro.

Assim que o novo governo entrou, foi determinado o cancelamento do contrato e a devolução imediata do dinheiro público. O escritório deveria fazer uma “interposição de recurso contra a decisão do TCE”. O Tribunal de Contas do Estado reprovou as contas de Winck do ano de 2017 e aprovou as de Gilmar de Quadro (Gordinho – prefeito atual), conforme publicação no Diário Oficial do dia 13 de setembro deste ano.

NÃO VAI DEVOLVER 

Ao Diário, o advogado Vanir disse que não vai devolver o dinheiro e vai levar a questão para a Justiça. “ O foco é o prefeito Wiliam. Me surpreende essa agilidade do novo governo nesse assunto. Espero que tenham essa agilidade para outras questões”, comentou o advogado.

Ele já deixou claro que não recebeu o pagamento como forma de compensar os valores que recebeu do impeachment. Em outras ocasiões, o advogado já havia explicado que existem comprovantes dos pagamentos que Winck fez ao escritório durante o processo de cassação.