Morro Reuter – A proteção dos animais que transitam nas margens da BR-116 foi tema de uma audiência muito especial no gabinete da prefeita Carla Chamorro, nessa terça-feira (3/9). A prefeita recebeu alunos, professores e diretora da Escola Professor Francisco Weiler, de Picada São Paulo, responsáveis pelo projeto “Estratégias em Defesa da Vida Animal nas Margens da BR-116”, apresentado e premiado na 3ª Morro Reuter Científica. Eles apresentaram à prefeita as conclusões a que chegaram com a pesquisa, e solicitaram a ela medidas para proteção dos animais que trafegam pela via, como a colocação de placas. Carla comprometeu-se a contatar o DNIT para pedir a autorização da colocação das placas e elogiou a iniciativa.
O projeto foi desenvolvido pelos alunos do 9º ano, Djeni Kelly Knorst Lang e Pedro Henrique Arnecke Klock, com orientação da professora Bruna Borges Hahn, e coorientação da professora Ana Lucia Bratz Almeida, apoiados pela diretora Mírian Torres. Todos falaram sobre o projeto à prefeita, que prontamente colocou-se à disposição para colaborar com a iniciativa. “É de extrema importância esse envolvimento de vocês com a questão ambiental e a busca de soluções”, elogiou Carla, que entrará em contato com o DNIT, responsável pela autorização da colocação de placas na BR-116. Ela salientou ainda que o custo das placas, alertando sobre a presença de animais, como tatus e bugios, e pedindo atenção e diminuição de velocidade no trecho, será pago pela prefeitura.

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SOBRE O PROJETO: Os estudantes citam, no projeto, que “os atropelamentos de animais nas margens da BR-116 ocorrem com muita frequentemente, devido a isso, se procura estratégias para reduzir os atropelamentos que acontecem na estrada em nosso dia-a-dia. Uma dessas estratégias proposta foi a diminuição da velocidade de veículos nas rodovias, respeitando as placas de limites de velocidade disposta pela estrada. A segunda proposta apresentada foi a sinalização através de placas, que seria uma excelente estratégia para reduzir os frequentes atropelamentos destes animais, que possuem seu habitat natural nas margens da rodovia. De acordo com pesquisas realizadas, em nosso país, cerca de 15 animais morrem por segundo, 1,3 milhão morrem por dia e por ano, morrem cerca de 475 milhões de animais por atropelamentos nas rodovias. No auge destas mortes e atropelamentos estão os pequenos vertebrados, como sapos e rãs, com 90% de frequência de mortes por atropelamentos. Logo após, os vertebrados de médio porte, como gambás ou corujas, com 9% de frequência de mortes por atropelamentos e por fim, os vertebrados de grande porte, como onças e capivaras, com 1% de frequência de mortes por atropelamentos nas margens das rodovias da BR-116. Foi constatado também, que para a construção das rodovias, não se pensou nos animais e por isso, muitos de seus habitats naturais foram devastados. Com base nas pesquisas realizadas, analisamos e elaboramos um levantamento de dados a respeito da quantidade de animais que foram encontrados no percurso da localidade de Picada São Paulo que foi abordado no projeto. Ao final de tudo, concluiu-se que as estratégias de defesa da vida animal propostas protegeria os animais a um nível expressivo e que deve-se conscientizar as pessoas, para que as mesmas pensem nestes animais, ajudando a proteger os mesmos, assim, valorizando a importância da fauna e da flora dessa localidade, tendo como objetivo a conservação e o equilíbrio ecológico da nossa região.”

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