Etel e Arno Feldmann (60 anos de casados) eternos namorados e Josi e Rene (8 anos de casados) superando dificuldades

Hoje é dia da tradicional troca de presentes e cartões entre os casais de namorados, dia de flores, jantares especiais e declarações de amor. Dia dos Namorados é o dia dos apaixonados. E para quem ainda duvida do amor, mostramos duas lindas histórias de amor que podem demonstrar que o amor existe, não tem idade, e supera qualquer dificuldade.

AMOR QUE TUDO PODE

Josiane Indalencio, 37 anos, tem dificuldade na fala, por conta de sua mãe ter adquirido rubéola, na gravidez. Desde os 4 anos frequenta a APAE. Rene de Souza, 50 anos, tem paralisia cerebral desde o parto, é natural de Santa Cruz, e depois do falecimento do pai, ficava um pouco com cada irmão. Assim chegou para morar com um dos irmãos, em Estância Velha, em 1999 e logo foi matriculado na APAE.

Quis o destino que o amor acontecesse à primeira vista, entre os dois. Rene conta sorrindo que Josi tinha um namorado quando ele chegou, mas logo ele “roubou” ela dele. A paixão foi fulminante, dando até um pouco de trabalho a diretora da entidade há 37 anos, Sinara Poerch do Nascimento. A falta do freio social de ambos, fazia com que namorassem nos locais mais inusitados, e muitas vezes em público. Todo um trabalho psicológico foi direcionado ao casal e às famílias. Sinara virou uma espécie de madrinha do relacionamento, e defensora do direito dos seus alunos, de serem felizes. Com o consentimento das famílias, Rene passava um final de semana por mês com a sua amada. Mas, para eles era pouco, queriam viver juntos, queriam se casar.

Rene e Josiane casaram em maio de 2011, com uma festa digna de contos de fadas, oferecida pelas famílias e pelos amigos da APAE. Dia de noiva, brinde com champagne e lua de mel em Nova Petrópolis, brindaram o início da realização de um sonho. Hoje, Josiane já foi encaminhada pela APAE, para o mercado de trabalho, e atua na produção, numa empresa de calçados, em Novo Hamburgo. Rene ainda frequenta o turno da manhã na entidade. O casal que tem algumas dificuldades cognitivas, porém, boa condição de entendimento, mora nos fundos da casa da mãe de Josiane, que é o anjo da guarda deles. Eles tem uma vida social agitada, dentro das suas limitações, e sabem aproveitar a vida da forma mais singela que lhes é possível. Vivem um casamento feliz, confirmando que o amor supera qualquer dificuldade.

O AMOR NÃO TEM IDADE

Eles são casados há 59 anos e encontram no companheirismo e na família que construíram, o alimento para um amor forte e duradouro. O casal Arno, 80 anos e Etel Feldmann, 76 anos, se conheceu num baile de Kerb em Ivoti, onde Arno residia. Ela tinha 15 anos e ele 19, e foi no primeiro baile que o casal teve certeza, que queria compartilhar da vida juntos. Arno vinha de bicicleta ou de carona no caminhão de um amigo, para ver a amada. Desfrutavam das sessões matinés de cinema, do lado da casa da tia de Etel, onde a mãe aguardava o casal. Dois anos depois, em 1960 resolveram se casar. A família foi aumentando com as duas filhas, Janete e Ivana e quatro netos, Yamine, Nareli, Ariene e Cris. Com os olhos marejados, os dois contam que a família que é o maior motivo do orgulho deles. As filhas e os netos cobrem os dois de atenção e carinho.

Em Estância Velha não tem quem não conheça o casal de pombinhos, que ainda anda de mãos dadas, troca beijinhos apaixonados, e faz questão de participar da vida social do município. As marcas do tempo são coadjuvantes numa história onde o amor é o personagem principal. Ainda não sabem o que vão fazer hoje até porque todos os dias é dia dos namorados para eles.