A limpeza das caixas e a saúde das abelhas são cuidados importantes na qualidade do mel (Crédito: IUly Krug)

Ivoti– A produção de mel da Família Krug iniciou tímida, com 18 caixas e 400 quilos. Quem teve a iniciativa foi Sebaldo Krug, que trabalhou na antiga granja do Instituto Ivoti, onde cuidava de 11 caixas, e as demais utilizava uma área atrás do antigo Ginásio Quero-quero. Hoje os números surpreendem: 12.000 quilos colhidos em duas safras, a do final do ano passado e início deste ano.
Desde 1999 a produção de mel foi intensificada, com a compra de 206 caixas de abelhas, macacão e equipamentos, além de um veículo, explica Leonir Krug (Niu), filho de Sebaldo. Nesse mesmo ano também foi adquirida uma área de terras de 33 hectares, em Dom Feliciano.
As 492 caixas que totalizam o negócio estão distribuídas em 30 propriedades situadas em Dom Feliciano, Encruzilhada do Sul, Camaquã e Cristal.
Os produtores já realizaram três cursos relacionados à produção de mel, em Taquara e Rolante, e participaram de diversos seminários sobre o assunto, para agregar novos conhecimentos sobre o setor.

INCENTIVO

Adquirir as 206 caixas de abelhas, somadas a uma centrífuga e à Kombi foi uma maneira de incentivar o pai a seguir no cuidado com as abelhas, explica Niu. “Eu motivei ele a entrar definitivo nesse negócio com as abelhas”, destaca Niu,
E já no início deu uma boa produção, que moveu pai e filho a continuarem. “Logo naquele começo, em 1999, a gente colheu 4.300 quilos de mel, na primeira safra, que foi no mês de março daquele ano”, explica o produtor.
Com a aposentadoria de Sebaldo, desde abril do ano passado, Niu assumiu os negócios da família relacionados à produção de mel.

São duas safras boas por ano
São duas safras que ocorrem durante o ano, uma menor entre março e abril e outra maior entre outubro e dezembro. Somando-se às duas últimas safras, foram colhidos 12 mil quilos de mel nos apiários da Família Krug.
No começo, o que era apenas um hobby para Sebaldo na antiga granja do Instituto Ivoti, acabou se tornando um negócio rentável.
Niu lembra com orgulho de um antigo ajudante da família, o Romeu Klein, de Dois Irmãos, que faleceu há cerca de dois anos e que trabalhou por 17 anos no cuidado com as colmeias e colheita do mel. “Ele ajudava em todo o serviço”, comenta o produtor.

DIFICULDADES

A maior dificuldade na criação de abelhas é quanto à distância, pois são cerca de cinco horas de viagem até as propriedades onde estão instaladas as caixas de abelhas.

AVALIAÇÃO

Na inspeção das caixas é verificada a higiene, se as abelhas têm alimento, se a rainha está bem e se não há falha na postura. “Quando não existe falha na postura é um bom sinal, é porque a abelha rainha está bem”, esclarece o produtor.

Empreendedor rural acha importante o financiamento à produção
Assim como vários produtores rurais da região, Niu considera de extrema importância as linhas de crédito oferecidas pelo sistema financeiro, obtidas a juros baixos através do Pronaf, seja para investimentos ou custeio em geral.
“Eu já adquiri uma caminhonete D-10 através de um financiamento pelo Sicredi, e este é um veículo que utilizo para o transporte de produtos, pois cada bombona pesa 130 quilos e eu chego a transportar uma tonelada por vez”, afirma o empreendedor rural.

O SEGREDO

Segundo Niu, o maior segredo para que se tenha uma boa produção de mel, além da experiência e do conhecimento adquirido, é cuidar bem das abelhas.
“É preciso fazer a manutenção adequada das caixas, em pelo menos uma vez por semana”, afirma. Ele explica que antes da colheita do ano passado foi avaliar as caixas e viu que já tinha mel, e essa foi uma surpresa muito boa.
Niu havia levado um conhecido de Portão junto, mas ele não tem conhecimento com abelhas. Assim que constatou que as caixas estavam cheias de mel tratou de chamar amigos e conhecidos para auxiliarem na colheita antecipada.

FLORADAS

As flores são importantes no sabor e na cor do mel. As flores existentes no entorno das caixas são a carqueja, gravatá, vassourinha branca, vassourinha amarela, unha de gato e flor do campo.

OBS.: Créditos das fotos da galeria: Cândido Nascimento e Uly Krug