Muitas ruas no município precisando de asfalto novo

Estância Velha – O vereador Valdeci de Vargas (Django-MDB) surpreendeu a todos quando minutos antes da sessão avisou que iria pedir vistas do PL 031/2019, que trata da liberação do empréstimo de 13 milhões que o Executivo quer fazer para asfaltar 19 ruas. Tudo definido, votos praticamente confirmados, a votação ficaria 5 contrários (Diego Francisco, Carlos Bonne, Márcia Ribeiro, Mauro Petry e Django) a 3 favoráveis (Dudu, Gringo e Geada), projeto seria reprovado pela maioria.

Na hora da votação o vereador apenas disse timidamente, com a voz visivelmente trêmula: “como líder da bancada do MDB peço vistas deste projeto”. Sem dar explicação sobre a atitude. A sessão seguiu e o vereador sequer usou a tribuna livre para explicar a sua decisão. O público, contra e a favor do projeto, que praticamente tomavam os bancos do Plenário, ficaram sem entender o que havia acontecido. Os outros vereadores tocaram minimamente no assunto, mas os que fizeram, confirmaram suas posições sobre o assunto. A presidente da Casa avisou que na próxima terça-feira, impreterivelmente, o projeto precisa ser votado, porque expira o prazo do regime de urgência que foi atribuído ao projeto.

ATENDEU A UM PEDIDO

No final da sessão, questionado pela reportagem do Diário, o vereador Django explicou que atendeu a um pedido da presidente do MDB e secretária de Administração, Áurea Bauer, que primeiro tentou convence-lo a mudar seu voto, depois vendo que não conseguiu êxito, pediu que o vereador pelo menos pedisse vistas do projeto. “Meu voto é contra e continuará sendo contra. O projeto assim como está eu não concordo”, ratificou Django. Conforme o vereador, Áurea está tentando em Brasília uma solução para o problema, como a autorização para alterar o nome das ruas e desta forma conseguir a simpatia de mais algum edil em relação ao projeto.  Informações preliminares dão conta que o projeto não pode ser alterado, sob pena de “retornar para o fim da fila” e deixaria de ser contemplado pelo programa federal.

O certo é de que na próxima terça-feira o projeto será mesmo votado, sem mais nenhuma possibilidade de estratégias, nem contra nem a favor.