(Créditos: Felipe Faleiro)

Região – Você gosta do frio? Se sua resposta é positiva, talvez a informação a seguir seja uma boa notícia: a próxima semana deve ter o primeiro registro de temperaturas abaixo de 10 graus no Vale do Sinos. A informação é do encarregado da Estação Climatológica de Campo Bom, referência também para a Encosta da Serra, Nilson Wolff.

“Na quinta ou sexta-feira da semana que vem, pode fazer mínima de 7 a 8 graus na região”, crava ele. Já as tardes serão com máximas abaixo dos 20 graus. Na segunda quinzena do mês, estão previstas ainda as primeiras geadas do Vale do Sinos, condições climáticas que geralmente ocorrem com temperaturas abaixo dos 5 graus.

Vai chover mais – Em relação às chuvas, abril termina com marcas bem acima da média no Vale do Sinos. Choveu 210,6 milímetros no mês que encerra hoje, quando o normal é 137,6 mm. Foi o 6º mês mais chuvoso dos últimos 35 anos. O recorde de abril pertence a 1999, quando a chuva foi de 233,3 mm.

A maior recorrência de chuvas por aqui é explicada pelo El Niño, fenômeno relacionado ao aquecimento das águas de determinada região do Oceano Pacífico, e que influencia no clima em escala global. Neste ano, o El Niño é de intensidade moderada, mas já suficiente para causar impacto neste e nos próximos meses.

“Maio deve repetir o quadro de abril, ou seja, chuva acima do normal”, diz ele. Wolff explica ainda que as precipitações podem ocorrer de forma irregular, dia sim, dia não. Exemplo recente foi no último final de semana, quando choveu com intensidade que não era esperada. Em 2018, choveu apenas seis dias em maio e a menor temperatura foi no dia 24 daquele mês, quando fez 3,8ºC em Campo Bom. Neste ano, ao que tudo indica, a geada vai chegar antes.

Dias de nevoeiro vão continuar na região

Nos últimos dias, foi comum acordar de manhã na região e ver aquela cerração baixa tomando conta. Segundo o encarregado Wolf, o fenômeno tem a ver com o frio e é característico do outono e inverno.

“O nevoeiro acontece quando o solo perde calor à noite, e fica uma nuvem de baixa altitude que não consegue subir. Nas camadas acima, no topo das nuvens, o ar é mais quente”, explica ele. Por isso, quando o sol aparece e o calor toma conta, o ar abaixo também esquenta e a cerração se dissipa.

É o chamado nevoeiro de radiação, comum na Encosta da Serra. Em 2018, conforme Wolff, foram oito dias com cerração no Vale do Sinos em abril e três dias apenas em maio. “Se chove durante o dia e o tempo melhora sem vento algum, a neblina aparece pelo resfriamento do solo. Já o vento gelado inibe a formação de nuvens e não forma o nevoeiro”, afirma Wolff.