Lugar onde existiu a primeira igreja de Nova Petrópolis, entre 1868 e 1897 (crédito: Francis Jonas Limberger)

O museu do casal Célia e Paulo Heylmann em Linha Imperial leva o nome de Memorial Hunsrück pelo detalhe na origem: são peças de familiares dos dois, como Weber, Grings, Büttenbender e Heylmann, todas famílias de origem alemã provenientes da região do Hunsrück.

O memorial é formado por várias edificações, que inclui igreja, escola, residência e duas serrarias. A construção religiosa, em técnica enxaimel, tem especial valor, pois está no lugar onde existiu a primeira igreja de Nova Petrópolis, de 1868 até 1897. “Era uma igreja simples, improvisada pelos primeiros imigrantes”, diz Célia.

Em seu interior, peças que reforçam a importância da religião para a família. Do lado direito, o acervo é dedicado a Antonio Guilherme Grings, que além de padre foi tenente-coronel da Aeronáutica. Outro lado é dedicado a Dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre. Ainda na igreja, uma das peças mais importantes é uma santa de madeira recebida da Alemanha em 2015. A imagem pertenceu à família Büttenbender e foi passando de geração em geração. “Possivelmente tem mais de 500 anos”, avalia Célia.

Outro documento histórico é uma escritura em que Wilhelm Büttenbender deixou suas terras para o irmão antes de migrar para o Brasil, em 1861. O histórico de transferências das terras começa no ano de 1164!

Para visitar
O Memorial Hunsrück fica ao lado da casa de Célia e Paulo, com acesso pela rua Antônio Schoeler (junto à entrada do Pinheiro Multissecular). As visitas precisam ser agendadas e os telefones para contato são (54) 8424-2212 ou (54) 9149-2442. O local está sendo ampliado e o acervo passa por constantes acréscimos.

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