Exército ajuda na retirada do óleo das praias do Cabo de Santo Agostinho — Foto: Reprodução/TV Globo

Militares do Exército atuam, nesta terça-feira (22), na limpeza de praias do litoral pernambucano atingidas por óleo, entre elas a de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, onde voluntários escreveram pedido de socorro e de luvas e trator para fazer a limpeza. O reforço foi anunciado pelo vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), na segunda (21).

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Também nesta terça (22), o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, chegou a Pernambuco e, durante a manhã, vistoria as praias do Cabo de Santo Agostinho. “Estamos vendo aqui hoje um efetivo expressivo. Todas as medidas foram tomadas, estamos aqui num esforço conjunto, todos aqueles dispostos efetivamente a trabalhar para retirar esse óleo. Estão todos engajados e de parabéns”, disse.

A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que as praias de Itapuama, Reserva do Paiva e Pedra do Xaréu ainda não foram completamente limpas. A área mais crítica é num trecho próximo à Pedra do Xáreu, uma vez que o óleo impregnou nas pedras e o acesso é mais complicado.

Essa é a primeira vez que o Exército atua na limpeza. Além de Itapuama, os militares atuam também na limpeza das outras duas praias atingidas na cidade. Desde a quinta (17), os voluntários atuam na remoção do material da água, da areia e dos mangues.

“O trabalho principal que estamos tentando desenvolver é a aquisição de mais EPIs e orientação dos técnicos da CPRH para que o voluntariado só trabalhe integrado ao comando da Defesa Civil, com no mínimo uma luva e uma máscara. Se o voluntario já puder chegar com luva e máscara, ótimo. Caso contrário, estamos providenciando tudo a medida do possível”, diz o secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, José Bertotti.

As manchas de óleo voltaram a surgir em Pernambuco na quinta-feira (17), em São José da Coroa Grande, primeira cidade após a divisa com Alagoas. Desde então, foram recolhidas 257 toneladas o volume de óleo recolhido nas praias do estado.

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Desde a quinta (17), foram atingidos, além de São José da Coroa Grande, os municípios de Barreiros, Tamandaré, Rio Formoso, Sirinhaém, Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, segundo a Secretaria de Meio Ambiente do estado.

As manchas de óleo voltaram a surgir em Pernambuco na quinta-feira (17), em São José da Coroa Grande, primeira cidade após a divisa com Alagoas. Desde então, foram recolhidas 257 toneladas o volume de óleo recolhido nas praias do estado.

Desde a quinta (17), foram atingidos, além de São José da Coroa Grande, os municípios de Barreiros, Tamandaré, Rio Formoso, Sirinhaém, Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, segundo a Secretaria de Meio Ambiente do estado.

No mesmo dia, o vice-presidente informou que o Exército decidiu disponibilizar a 10º Brigada de Infantaria Motorizada, sediada no Recife, como “reforço” para as ações de vigilância e limpeza das praias com manchas de óleo. Segundo Mourão, são pelo menos 4 mil homens que podem atuar.

A medida foi tomada após a Justiça Federal determinar o cumprimento de ações para retirada do óleo das praias de Pernambuco à União e ao Ibama. A liminar foi concedida no domingo (20), após cobranças do governo estadual. Entre as medidas estão a distribuição de boias de contenção e Equipamentos de Proteção Individual, inclusive para voluntários.

Caminho do óleo em Pernambuco

Entre a quinta (17) e a segunda (21), Pernambuco recolheu 257 toneladas de óleo das praias do estado. Todo o material foi enviado ao Centro de Tratamento de Resíduos, na Zona Rural de Igarassu, no Grande Recife, para ser encaminhado a empresas da indústria cimenteira.

Na quinta, a substância chegou a São José da Coroa Grande. Na sexta-feira (18), o óleo chegou até praias de Tamandaré, como a Praia dos Carneiros, de Sirinhaém e Barreiros. No sábado (19), praias de Ipojuca, vizinhas a Porto de Galinhas, foram atingidas.

No domingo (20), o óleo chegou às praias de Suape, Calhetas, Itapuama, Xaréu e à Ilha de Tatuoca, no Cabo de Santo Agostinho. Voluntários e equipes se uniram para retirar o material da água, da areia e do mangue.

Fonte: G1