Pico é ex-procurador de Lindolfo Collor e falou sobre o impeachment (Créditos: Divulgação)

Lindolfo Collor – Desde que o processo de impeachment do prefeito Wiliam Winck (PP) foi aceito na Câmara, o procurador Luís Gustavo Fortes (Pico) esperou para comentar sobre o tema. Ele não será o advogado do caso, mas é o braço direito do prefeito Wiliam.

Pico esteve no TCE na manhã de terça-feira. “Ambos processos estão em tramitação. Ele não pode ser cassado por algo que não foi condenado. O duodécimo está em judice, estamos discutindo. Tenho prova que estamos repassando e dentro da minha tese, estamos passando o correto. Como o prefeito vai ser cassado por algo que não está errado?”, disse.

Em relação a folha de pagamento que estaria em 60%, o procurador informou que há um prazo para a regularização e a Prefeitura de Lindolfo já pediu a revisão. “Dentro dos meus argumentos, juridicamente embasados, passamos para 46%. O procedimento não está fechado. A certidão do tribunal consta que está regular porque temos prazo para se regularizar. Não há nada julgado”, disse.

FRAGILIDADE 

Pico disse que a acusação dos quatro partidos é frágil. “São argumentos extremamente frágeis. Tao querendo levar para a política algo que na urna eles sabem que não iam ganhar. Estão fazendo uma palhaçada. É desespero político. A única coisa que eles têm é politica. Nunca tentamos comprar um voto”, comentou.

O procurador criticou dois dos quatro autores do pedido de impeachment. Sobre a ex-secretária de Educação Martina Presser, ele ressaltou que ela era “despreparada” para o cargo.

“Nós temos um ex-prefeito desesperado para voltar pro trono porque sabe que nas urnas vai perder. Esse mesmo ex-prefeito tem um caminhão de processo por improbidade administrativa. Desde que entramos na Prefeitura, estamos arrumando as coisas ruins que ele fez. Os outros dois não posso falar porque não tenho nada a favor nem contra”, falou.