Pedestres e motoristas dividem praticamento o mesmo espaço na pista (Créd. Cleiton Zimer)

Morro Reuter – Em entrevista, a prefeita Carla Chamorro informou que existe uma grande preocupação da administração em relação a falta de acostamento em São José do Herval, que vem afetando a vida dos pedestres e motoristas que dividem o mesmo espaço na pista.  “A via é de responsabilidade do DAER, e qualquer intervenção por nossa parte só pode se feita mediante autorização deles. No segundo semestre do ano passado conseguimos essa autorização e encaminhamos um projeto, mas como houve troca de governo muitas coisas mudaram e ainda estamos no aguardo das notas diretrizes para saber como proceder”, comentou, ressaltando que já possui uma nova reunião marcada com o DAER para, novamente, dar seguimento ao projeto.

A prefeita comentou também que a prefeitura já tomou algumas ações para minimizar o perigo, como limpar a via e colocar saibro na lateral da pista.

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Entenda: 

Falta de acostamento causa transtornos em São José do Herval

O asfalto da VRS que passa pela localidade de São José do Herval trouxe vários benefícios para a região, sendo um dos principais aliados para o desenvolvimento do comércio, indústrias e até mesmo turismo. Entretanto, moradores e motoristas que utilizam a via enfrentam um problema antigo com a falta de acostamento.

O trecho, que liga Morro Reuter à Santa Maria do Herval, é de responsabilidade do DAER, e desde que foi feito o asfaltamento é pauta de várias discussões e promessas em épocas de campanha eleitoral. Diariamente, pedestres precisam dividir a pista com os veículos que passam pela via, o que representa um enorme risco, principalmente para as crianças e idosos.

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Todos são afetados

Praticamente todos os dias, seu Eldo Muck, aposentado e com 78 anos, precisa usar a via, seja para fazer sua caminhada e se exercitar, para ir ao mercado ou até mesmo para levar o lixo para fora. Aparentemente são atividades simples, mas acabam sendo caracterizados pelo desafio de ter que caminhar por trechos sem acostamento. “Já foram feitas muitas reclamações, e o problema precisa ser resolvido”, comenta seu Eldo.

Eldo Muck tem 78 anos e usa a via todos os dias para caminhar (Créd. Cleiton Zimer)

Os moradores também alegam que o fato de não ter acostamento acaba afetando diretamente o desenvolvimento local. “Temos restaurantes reconhecidos na nossa localidade que são atrativos para o turismo local e, aliado a isso, temos um atelier de um famoso artista plástico. Muitos turistas reclamam dessa falta de acostamento, pois de acordo com eles, deveria ser possível ir a pé dos restaurantes até o atelier, sendo que é tudo muito próximo”, comenta Sérgio Sholles, enfatizando que isso atrapalha o desenvolvimento de demais potenciais turísticos da localidade.

Sinalização e velocidade

O perigo é diário, mas acaba se agravando em determinadas épocas, como no inverno quando mais pessoas sobem para a serra, ou quando tem festas pela região. E aliado ao problema do acostamento, a falta de sinalização também está influenciando para que a via se torne ainda mais perigosa.

Além disso, moradores denunciam o excesso de velocidade por parte dos motoristas. Apesar de o limite ser de 50 km/h em alguns trechos, tem veículos ultrapassando os 100 km/h, o que agrava o problema, aumentando a insegurança dos pedestres.