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Coluna Nova Petrópolis

Em circunstâncias normais, estaríamos no Festimalha

26/05/2020 - 13h59min

Atualizada em 26/05/2020 - 14h00min

Em circunstâncias normais, este último fim de semana com certeza teria sido ótimo para o Festimalha. E o próximo, provavelmente também. Além dos bons negócios dos malheiros e do comércio em geral, experimentaríamos aquela boa sensação ver os turistas satisfeitos com a cidade e o frio. Bons tempos aqueles. Tomara que este ano de 2020 seja a exceção e que em 2021 tudo esteja normalizado.

LICITAÇÕES
Certa vez o então vereador Zelizio dos Santos (MDB) queixou-se das licitações, dizendo que elas eram “burras”, pois obrigam a escolha da proposta mais barata, que tende a ser a pior. Embora admita que os negócios feitos pelos órgãos públicos precisam ter regras, concordo também que o resultado de um processo licitatório nem sempre é o mais vantajoso para a parte contratante, que somos nós contribuintes. Na coluna de ontem eu trouxe o exemplo do caminhão tanque usado, ano 2009, que a Prefeitura comprou por R$ 120 mil. Como está decretada situação de emergência por causa da estiagem, não foi preciso fazer licitação e o caminhão comprado nem precisava ser novo. Além disso, a página 10 do jornal de ontem trouxe uma reportagem sobre problemas em obras recentes da Secretaria da Educação. Tais dificuldades levaram o secretário Ricardo Lawrenz a optar por uma equipe própria de operários para a obra de ampliação da Escola Luiz Loeser, em Vila Olinda. Se você não leu, recomendo que o faça. É um tema muito interessante da vida pública do município e que merece ser acompanhado pelos cidadãos.

GRITARIA INÚTIL
Um jornal regional, com sede no Vale do Sinos, trouxe no domingo, 24, a notícia de que Nova Petrópolis proibiu o consumo de bebidas alcoólicas em áreas públicas. Estabeleceu-se um debate ruidoso nas redes sociais, inclusive envolvendo algumas pessoas que se consideram pré-candidatas. Em resumo, alegam que essa proibição viola gravemente os direitos do cidadão, o que obviamente é questionável em tempos de calamidade pública. Mas esses comentaristas de plantão e o próprio jornal que requentou o assunto se esqueceram de um detalhe básico: a referida proibição existe desde o primeiro decreto municipal de enfrentamento ao coronavírus, em março. E por que só agora essa gritaria toda? Simplesmente porque antes ninguém sentiu falta desse direito que julgam tão caro, o de poder beber em áreas públicas. Os eventos estão suspensos e, sem eles, devemos esquecer a ideia de sentar na Praça das Flores e tomar um chopp. Se nas atuais circunstâncias alguém ainda quer beber na praça, deve ser comparado a um adolescente, aqueles cujos grupinhos causam reclamações da vizinhança e que devem mesmo ser mandados para casa.

DIÁLOGO POSITIVO
O decreto publicado na sexta-feira, 22, que libera o consumo de bebidas alcoólicas nos estabelecimentos gastronômicos até as 23h, mas que mantém a proibição em áreas públicas, é fruto de um diálogo considerado bastante positivo, entre representantes da administração municipal e da Acinp. As decisões tomadas representaram um avanço significativo para os comerciantes deste ramo. Já o direito de beber em lugares públicos não faz falta a ninguém. Não agora.

Por Francis Jonas Limberger
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