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Estado

Policiais são presos por suspeita de torturar e matar homem

brigada militar padrao

Porto Alegre – Dois policiais militares foram presos pela Polícia Civil. Eles são suspeitos de torturar e matar um homem de 20 anos em dezembro do ano passado. O delegado Luis Firmino contou que a suspeita do crime recaiu sobre os brigadianos quando a mãe da vítima procurou a polícia para relatar o desaparecimento do filho.

Na manhã do dia 26 de dezembro, o homem teria sido abordado por uma viatura do 20º BPM, no bairro Bom Jesus. Desde então, ele não foi mais visto. O corpo foi encontrado próximo ao meio-dia, na mesma data, no bairro Jardim Carvalho. O corpo tinha marcas de agressões, semelhantes a lesões provocadas por cassetetes. Nos pulsos, havia marcas de cordas ou algemas.

Com base em provas coletadas ao longo da investigação e imagens de câmeras de monitoramento, a Polícia Civil chegou até os militares, que foram presos preventivamente. O inquérito deve ser concluído até o fim do mês. Um terceiro PM também é investigado pela participação no crime. Os nomes não foram informados. A vítima não tinha antecedentes. Segundo Firmino, apenas um registro por receptação.

A prisão dos dois teria ocorrido no dia 4 de fevereiro.

O corregedor-geral da BM, tenente-coronel Marcio Roberto Galdino, informou que a investigação está a cargo da Polícia Civil. A Corregedoria apoiou no cumprimento dos mandatos por se tratarem de PMs. Segundo Galdino, os policiais foram afastados das funções. O comandante do 20º BPM, tenente-coronel Fernando Gralha Nunes, disse que a situação constrange o batalhão, mas que é cedo para apontar a culpa, pois o inquérito ainda não foi concluído. Ele preferiu não comentar nada que pudesse identificar os PMs.

Responsável pela defesa dos policiais, através de nota, o Escritório Hoffmeister & Leal Advocacia, destacou que “a prisão está sendo utilizada para coagir os investigados. Não há justa causa para a prisão, uma vez que a maior parte dos atos de investigação já foram realizados”. O advogado David Leal garantiu que nenhuma testemunha corre risco e que isso “foi uma alegação vazia empregada para instrumentalizar a prisão. A defesa ponderou ainda que a questão irá se esclarecer “pois o caso está nas mãos de um delegado sério e experiente. E qualquer produção ilícita de prova será atacada pela defesa”. Os dois PMs que estão presos, termina o texto, “irão exercer o direito ao contraditório e à ampla defesa, no momento oportuno”.

 

Fonte: Correio do Povo