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EUA anuncia plano de US$ 2 trilhões para combater o Covid-19

Plano ainda deve passar pela aprovação do presidente Donald Trump

Republicanos e democratas do Senado e a Casa Branca alcançaram um acordo na madrugada desta quarta-feira (25) sobre o plano de estímulo de 2 trilhões de dólares para ajudar a economia dos Estados Unidos, duramente afetada pela pandemia de covid-19.

O texto de consenso foi alcançado após cinco dias de árduas negociações sobre uma proposta do governo do presidente Donald Trump, enquanto o novo coronavírus provocava cada vez mais casos e mortes no país, acelerando a suspensão das atividades e aumentado a pressão por um plano para mitigar as consequências econômicas.

O plano, que pretende levar alívio a centenas de milhões de americanos afetados pela pandemia, deve receber a aprovação do Senado e depois da Câmara de Representantes, controlada pelos democratas, antes de ser promulgado por Trump. Após o anúncio do acordo, a Bolsa de Tóquio fechou em alta de 8,04%, enquanto os preços do petróleo também se recuperavam na Ásia.

Na terça-feira, o otimismo sobre o plano de resgate americano teve um forte impacto positivo nos mercados. Em Wall Street, onde as ações perderam um terço do valor desde fevereiro pela crise de saúde, o índice Dow Jones fechou em alta de 11,4%, o maior aumento percentual diário desde 1933.

O pacote de estímulo inclui ajuda financeira direta aos americanos afetados pela crise, concede subsídios a pequenas empresas e centenas de bilhões de dólares em empréstimos para grandes empresas, incluindo as companhias aéreas, além de ampliar o seguro-desemprego.

Desde o primeiro caso nos Estados Unidos em janeiro, o novo coronavírus matou 796 pessoas, segundo um balanço da Universidade Johns Hopkins. Mais de 55.000 pessoas foram infectadas no país. Para evitar contágios que poderiam provocar o colapso dos hospitais, 100 milhões de pessoas, quase um terço da população, receberam determinações para permanecer em suas casas, provocando a suspensão de aulas, o fechamento de milhares de estabelecimentos comerciais e a demissões de milhões de trabalhadores.

Créd. Uol