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Noz pecã é assunto de reunião virtual que trata sobre exportação e pragas

07/05/2021 - 18h05min

Atualizada em 07/05/2021 - 18h07min

Já começou a colheita da noz pecã (Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa)

Estado/País – Uma pauta extensa marcou a reunião da Câmara Setorial da Noz-Pecã nesta semana, de forma virtual. Participaram do encontro representantes do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Agência de Promoção de Exportações (Apex-Brasil), Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag), Emater, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Embrapa Clima Temperado, Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), produtores e empresários.

EXPORTAÇÃO

A abertura do comércio de noz pecã do Brasil para a China foi o destaque feito pelo Presidente da Câmara Setorial e do IBPecan, Demian Costa. Segundo ele, graças às negociações que o Mapa está fazendo foi possível abrir a exportação da noz pecã descascada. E disse que está prevista a vinda de uma missão chinesa ao país para ver as condições de produção e de industrialização. O mercado espera também abrir a venda da noz pecã na casca. O Rio Grande do Sul é o maior produtor do país e deve colher neste ano aproximadamente 4.500 toneladas.

AS PRAGAS

O pesquisador Dori Nava apresentou os resultados preliminares de uma pesquisa realizada pela Embrapa Clima Temperado com o escotilídeo, um besouro que desenvolve galerias no lenho das plantas, e que é considerado uma das pragas que mais preocupa os produtores. O estudo realizado em Candiota num pomar de 87 hectares, identificou 28 espécies de Scolytinae e 1 de Platypodinae. Destas, duas espécies são mais frequentes na estação quente e uma na estação fria. De acordo com Nava, não há registro de inseticida com eficiência no controle do besouro.
“As alternativas são o uso de armadilhas e a instalação de pomares em áreas recomendadas pelo zoneamento, solo adequado (não pode ser solo raso ou encharcado) e adubação correta”, afirma ele. Nava informa que está em elaboração um manual de identificação do ataque de pragas em algumas culturas, incluindo a noz-pecã.

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