Encontro ocorre às 17h30 na Câmara de Vereadores de Ivoti (Foto: Diário/Arquivo)

Ivoti – Na Câmara, o assunto foi falado tanto nos bastidores quanto na tribuna e serviu para dividir os vereadores. De um lado, estão Satoshi Suzuki (PP), Márcio Guth (MDB), Alexandre dos Santos (Borracheiro – PP) e Jânio Droval (Russo – PDT).

Mesmo sendo companheiros de Rafaella, eles pediram a saída voluntária da vereadora. Para os quatro legisladores, Rafaella deveria se afastar dos trabalhos da Câmara mesmo que o caso tenha acontecido em 2015, época em que ela ainda não estava no Legislativo.

“A comissão afirma que o afastamento da denunciada servidora pública de suas atividades representativas, em caráter voluntário e temporário até a elucidação do caso, seria necessário para a manutenção e valorização da credibilidade da Casa Legislativa”, informa o ofício protocolado no início de maio.

Em contraponto, Rafaella disse que a Câmara não tem poder sobre isso. “Até o momento, não fui notificada e vou esclarecer todos os fatos. Foi uma coisa que aconteceu em 2015 e inclusive o colega (Márcio Guth) é testemunha do que aconteceu comigo”, falou ela.

Sem julgar

Do outro lado, há os menos críticos a ela como Cleiton Birk (Pires- PP) e Leonir Schuler (PSB). Na tribuna, Pires disse que não cabe aos vereadores julgar, afastar ou decidir o futuro de Rafaella. Também na tribuna, Pires comentou que não viu o atestado que é citado na reportagem do Diário. “Só queria que mostrassem as provas”, disse ele ao se referir sobre o processo.

Mais posições

A líder da Câmara, Marli Heinle Gehm (MDB), disse que o ideal seria pedir o processo ao Ministério Público. “Não temos medo da verdade. Estamos sendo cobrados pelas pessoas na rua”, disse Marli.

Porém, Márcio Guth não concordou. “Eu acredito que não temos que estar se metendo porque ela nem recebeu a notificação. Nós estaríamos incitando ele (o promotor) a mandar algo contra ela. Teria que deixar na mão do juiz”, disse ela.