O conservador Flávio Bolsonaro, derrotado no domingo nas eleições presidenciais do Brasil pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informou nesta segunda-feira que a justiça lhe proibiu de deixar o país.
Trata-se de uma tentativa de me intimidar, acrescentou.
“Nunca pensei em deixar o país. Vou devolver meus passaportes e vou me defender desta aberração”, acrescentou.
O filho mais velho do ex-presidente ultradireitista Jair Bolsonaro perdeu o segundo turno presidencial para Lula por uma diferença de quase quatro pontos percentuais.
Flávio Bolsonaro é investigado pela polícia por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro no financiamento de um filme biográfico sobre seu pai, intitulado “Dark Horse”.
Ele nega qualquer irregularidade.
Afirmou que a decisão de reter seu passaporte se deve a uma declaração de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, radicado nos Estados Unidos, de que Flávio deveria deixar o país caso perdesse a eleição.
“Eu nunca disse isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte?”, questionou.
Bolsonaro reiterou que pedirá a anulação das eleições por considerar que a extensão do tempo de votação no domingo favoreceu o esquerdista Lula.
Mas, ao mesmo tempo, prometeu liderar a oposição ao seu governo.
“Para resistir ao caos, vou organizar a oposição“, afirmou no vídeo nesta segunda-feira.