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Lodo ao invés de água

15/02/2019 - 11h00min

Atualizada em 15/02/2019 - 11h03min

O Ministério Público entrou com dois processos contra a Corsan em razão do episódio em que saiu lodo em vez de água potável das torneiras em dezembro/18. As ações foram entregues à Justiça ontem. Além dos relatos e fotos feitas pelos moradores, tudo noticiado na imprensa, o que pesou mesmo para a promotoria apresentar as ações foi um laudo classificando a água imprópria para consumo. O laudo saiu em 15 de janeiro deste ano. Agora, o Ministério Público quer a responsabilização da companhia de abastecimento de água, afinal, o que ocorreu foi um crime contra a saúde pública.

MARCAÇÃO CERRADA NA RGE

Tentei falar sobre esse assunto, dessa mancada da Corsan, durante essa semana, mas não deu. O espaço e o tempo sempre são curtos. Enfim, agora surgiu esse fato novo e vamos acompanhar os desdobramentos. Certamente são processos que irão demorar um tempo para tramitarem, mas normalmente, surtem efeito. Além do mais, a iniciativa do promotor Bruno Amorim Carpes é uma espécie de conforto à população, que se vê sendo respaldada por um órgão tão importante e de respeito como é a instituição Ministério Público. Mas, na verdade, queria falar também que é preciso uma atenção especial das autoridades, inclusive do MP, a respeito do péssimo serviço prestado pela RGE Sul em Estância Velha. É vergonhoso um município como o nosso ter esse tratamento de uma empresa que fatura bilhões às nossas custas. Alguém precisa, definitivamente, intervir nesse descaso.

PRA QUEM RECLAMAR?

Vou dizer para os senhores, a Corsan vacilou e vacilou feio, mas, ainda temos uma unidade da estatal aqui no município, onde podemos ir cobrar respostas e soluções. Além disso, temos um gerente que faz das tripas coração para tentar resolver os pepinos. Mas a RGE, meus amigos, a RGE está cagando e andando pra gente. Eles não tem uma sede na cidade e é um parto conseguir qualquer coisa dessa empresa.

DUDU, DUDU, SÃO 70 EMPREGOS!

O vereador João de Godoy, o veterano Dudu, falou uma grande bobagem durante a última sessão da Câmara. Os vereadores discutiam sobre uma polêmica envolvendo uma empresa, que ameaçou ir embora da cidade até março, já que faltava incentivo da Prefeitura. A empresa tem cerca de 70 funcionários e fica no Bela Vista. Depois disso, o secretário da Indústria e Comércio foi na Câmara e explicou que tentou contato com o diretor da empresa, para ver no que a Prefeitura poderia auxiliar, e não obteve retorno. Falou, ainda, que a referida empresa faturava poucas notas no município. Aí vem Dudu e solta o verbo desdenhando a atuação dessa empresa e chegou ao cúmulo de chamá-la de empresa fantasma. Pelo amor, vereador. Uma empresa que emprega 70 estancienses não significa nada? Vamos acordar! Neste caso, faltou habilidade de buscar a direção da empresa um pouco antes para discutir o assunto, para o bem dos 70 empregos gerados e para a economia da cidade.