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Mais de 14 mil podem receber auxílio emergencial na região

26/05/2020 - 17h11min

Atualizada em 26/05/2020 - 17h30min

Região – Até o último sábado, de acordo com a Agência Brasil, a Caixa Econômica pagou R$ 60 bilhões para que uma parcela da população brasileira consiga atravessar a crise provocada pela pandemia de coronavírus.

O auxílio emergencial, no valor máximo de R$ 600 (mães solteiras podem receber até R$ 1,2 mil), é um dos programas criados pelo Governo Federal para desempregados ou trabalhadores informais. O pagamento da segunda parcela, iniciado há uma semana, segue até junho.

Dados do Ministério da Cidadania indicam que na área de abrangência do Diário há 14.582 moradores aptos a receber o benefício. Em números absolutos, embora não consolidados, os quatro maiores municípios da região estão no topo do ranking (ver tabela abaixo).

Em Estância Velha, quase 6 mil moradores podem receber o auxílio. Destes, 900 são beneficiários do Bolsa Família e 691 do Cadastro Único. A maior parcela são de profissionais autônomos ou de desempregados: 4.305.

PROPORCIONAL

Em uma outra análise, ao relacionar com a população, os dados mostram que Lindolfo Collor está entre as cidades com o maior número de moradores aptos a receber o auxílio emergencial. Mais de 10% dos habitantes, ou seja, um a cada dez, poderão sacar o benefício.

Lindolfo só “perde”, neste quesito, para Estância Velha, onde 11,79% da população está apta. Nos onze municípios da Encosta da Serra, cuja população é de aproximadamente 162 mil habitantes, cerca de 9% da população pode se beneficiar do auxílio.

NO BRASIL

Os cadastros processados para pedir o benefício chegaram a 101,2 milhões. Desse total, 59 milhões foram considerados elegíveis (aptos) e 42,2 milhões inelegíveis. Quase 10 milhões de pessoas ainda aguardam para saber se terão o benefício: 4,9 milhões de cadastros estão em análise e outros 4,8 milhões em reanálise. O cadastro no programa pode ser feito até o dia 3 de junho.

Nº MORADORES APTOS

DE ONDE VÊM OS BENEFICIADOS

Benefício bem-vindo, mas na espera de trabalho

Leandro Bede, 48 anos, deu entrada no benefício ao final de março, e oficialmente, somente no início de junho o valor seria disponibilizado. O morador do Cidade Nova, no entanto, já usou o recurso antes mesmo de ser sacado. Através do aplicativo da Caixa, conseguiu antecipar valores para fazer um pequeno rancho, além de pagar água e luz. “Em Ivoti ainda não encontrei mercados que trabalhem neste sistema. Tive um gasto extra para me deslocar até Novo Hamburgo, mas ao menos consegui comprar alimentos”, aponta.

“Há 1.500 desempregados no setor calçadista. Se abrir uma vaga de emprego, terei esta concorrência”

Para dar encaminhamento ao benefício, o pai de quatro filhos teve que contar com uma dose de sorte. “No meu caso, como trabalhador de carteira assinada, o pagamento só é disponibilizado para quem exerceu atividade até o dia 28 de fevereiro. Eu trabalhei até o dia 24”, destaca.

Há expectativa que o Governo Federal possa estender o número de parcelas do benefício, mesmo com valores menores. Leandro, porém, destaca: “o que gostaria mesmo é de não depender do auxílio, mas sim poder voltar a trabalhar. Mas acompanho a nossa realidade. Em Dois Irmãos, 1.500 trabalhadores foram desligados. Ou seja, se uma empresa da região abrir uma vaga de emprego, na teoria já tenho esta concorrência”.

Leandro e o filho Pedro: morador não queria depender do auxílio para pagar contas

 

Fiquem Sabendo

Os dados que subsidiaram essa matéria foram obtidos pela Fiquem Sabendo, uma agência de dados independente, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). O link para a reportagem original AQUI.