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Moradores relatam morte de animais envenenados em Ivoti

07/02/2020 - 13h28min

Rua Aloísio Finckler, no bairro Cidade Nova, onde os casos estão sendo registrados

Ivoti – Um mistério está preocupando moradores da Rua Aloísio Finckler, no bairro Cidade Nova. Desde o final de dezembro de 2019 até agora, ao menos dez animais foram mortos por envenenamento ou desapareceram de suas casas.

De acordo com o relato dos moradores, a maioria dos cães que morreram envenenados começaram a vomitar e correr sem parar, em círculos, até caírem no chão, mortos ou prestes a morrer. Além disso, alguns gatos estão sumindo de suas casas nos últimos dias.

O pavor entre os vizinhos é tanto que alguns não pretendem mais adotar novos animais ou, quem ainda tem, está adotando medidas para impedir que estes cheguem próximo aos muros e telas das próprias casas. Até câmeras de segurança foram colocadas por um morador.

Um deles registrou um ocorrência para que seja investigado o suposto autor dos ataques aos animais. “A polícia tem que investigar o caso, porque alguém deve estar matando e alguém deve estar vendendo estes venenos”, destacou um morador.

Família tentou salvar o cão Apollo após o envenenamento (Créditos: Arquivo Pessoal)

Às 5 da manhã no ano novo

Em um dos casos, os dois cães da família morrem na mesma manhã, no dia 31 de dezembro de 2019. De acordo com Rosângela Paiva, ela e seu marido acordaram assustados, por volta das 5 horas da manhã, quando ouviram o grito do “filhote” da casa, Apollo, que acabara de completar um ano.

Junto com a filha, eles tentaram salvar o cão, levando-o para atendimento, mas sem sucesso. Quando voltaram para casa, desolados, outra surpresa. “Os dois morreram no mesmo dia, Quando voltamos da veterinária com o Apollo morto, o nosso outro cão, o Nego, de 4 anos, também começou a passar mal e morreu”, afirmou. Ainda conforme o relato de Rosângela, um laudo veterinário constatou que eles morreram envenenados com estricnina e medicamento para eutanásia animal misturado com pedaços de carne.

Após a morte de Apollo e Nego, a família implantou medidas de segurança na casa, além de ficar consternada com os casos que seguem acontecendo com outros vizinhos. “Agora, as nossas gatas não ficam mais soltas e tivemos de colocar câmeras para a segurança e para monitorar caso venha a acontecer novamente”, finalizou Rosângela.

“Um dia antes ela estava brincando”

Em outra residência na mesma rua, uma família, que não quis se identificar, perdeu uma cadela e uma gata em um espaço de duas semanas. No dia 19 de janeiro, um domingo, enquanto boa parte da família estava na praia, uma das filhas notou que a cadela, de um ano, havia sumido.

Ao procurá-la, por volta das 10h30min, a jovem encontrou o animal caído no fundo do pátio, já morto. “O vizinho nos mostrou as imagens da câmera que ele tem. Ela estava bem, e do nada começou a correr até cair no chão e morrer”, comentou a tutora.

Quatorze dias depois, na manhã do último domingo, 2, a gata da família também foi encontrada morta. Na mesma manhã, um animal de outra vizinha da mesma rua também morreu envenenado. “Um dia antes ela estava brincando, bem, e pouco depois já ficou abatida. No outro dia, encontramos a gata morta e já enterramos ela no pátio, junto com nossa cadela. Ela estava dura, caída no chão”, prosseguiu.

Segundo a mulher, a família pretende adotar outro animal, mas teme pelo que está acontecendo no bairro. “Aqui na rua de trás, um outro vizinho perdeu outros animais, no mínimo dois. Meu marido está querendo adotar outro cachorro, mas esperamos que não aconteça mais este tipo de coisa”, destacou.

No mesmo dia

Na mesma manhã em que a gata morreu, a cadela “linguicinha” Nina, de pouco mais de um ano, de outra vizinha também apresentou sinais de envenenamento e veio a óbito. De acordo com a tutora, o animal ficou bem alterado durante seus últimos minutos de vida. “A Nina ficou correndo em círculos, de um lado para outro do pátio, e não entendíamos. Até que em um momento ela ficou de pézinho na minha perna e caiu no chão. Tentamos ligar para a veterinária, mas ela já estava morta”, recordou.

A família ainda segue abalada com a perda do animal de estimação e não cogita adotar um novo. “Meu neto ficou chorando nos primeiros dias, mas agora já melhorou um pouco. Eu ainda to muito abatida. Não vamos mais colocar outro bichinho para dentro do pátio com essas coisas acontecendo”, finalizou.