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Nível do Rio Cadeia está baixando e ficando cada vez mais crítico em Herval

07/05/2020 - 11h42min

Atualizada em 07/05/2020 - 13h17min

Em algumas partes, ainda há um pouco de água correndo; entretanto, é muito abaixo do costumeiro (FOTO: Cleiton Zimer)

Santa Maria do Herval – Onde havia água correndo abundantemente, hoje, há predominância das pedras no Rio Cadeia. O principal rio do município está irreconhecível em boa parte do seu leito, levando à tona a discussão sobre a importância de economizar água nesse momento de estiagem, que já vem se estendendo desde o final do ano passado.

6 mm

De acordo com o secretário da Agricultura, Jaime Morschel, a chuva que veio na noite da última segunda-feira e madrugada de terça foi muito fraca, não chegando perto de reverter o quadro emergencial no qual o Herval se encontra. “Choveu uma média de 6 milímetros e, na situação em que estamos, o município precisaria de 150 a 200 milímetros para minimizar a situação”, disse o secretário.

Situação de emergência

A Prefeitura já havia decretado situação de emergência para o mês de abril, mas manteve para maio e, de acordo com a prefeita Mara Stoffel, seguirá até que a estiagem se amenize. Ela reforça o pedido para que todos economizem o máximo possível de água nesse momento. “Esse nosso recurso natural está escasso e, por isso, pedimos o uso consciente pois a água é indispensável para a saúde e a vida”, ressaltou.

A Prefeitura já ampliou a vazão do poço da Vila Ferraria, além de estar perfurando um novo. Também está levando água diariamente para o consumo humano, para os animais e lavouras.

Perda na produção

De cada 10 poços que a Prefeitura está cavando, em sete a oito não estão encontrando água. Jaime conta que agora está na época de plantar aveia e demais pastagens, mas o que foi plantado não está crescendo e, os demais, não estão plantando.

Além disso, a batata está chegando na floração, porém, muitas ainda não brotaram da terra.

Já o milho está com uma perda de 25% a 30% da massa verde, da qual se faz silagem. A colheita do grão está na metade e, quem plantou cedo, no final de setembro, teve uma quebra de 10%. Para os que plantaram em novembro teve uma perda de 30% e, os que plantaram em dezembro, a perda pode ser superior a 40%.