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Operação mira grupo suspeito de monitorar viaturas policiais e atuar no tráfico de drogas no RS

12/05/2026 - 09h07min

Créd. Polícia Civil

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a Operação Contra-Ataque, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso investigado por tráfico de drogas e monitoramento de viaturas policiais na região de Venâncio Aires. A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Polícia de Venâncio Aires, e resultou no cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária nas cidades de Venâncio Aires, Gravataí e São Leopoldo. Até o momento, oito pessoas foram presas.

Entre as ordens judiciais, dois mandados foram executados no interior da Penitenciária Estadual de Venâncio Aires, com apoio da Polícia Penal. De acordo com o delegado Guilherme Dill, a investigação apura a atuação estruturada de um grupo voltado ao tráfico de drogas, associação ao tráfico e monitoramento sistemático das forças de segurança por meio de aplicativos de mensagens.

Conforme as investigações, os suspeitos mantinham uma rede de “campanas digitais”, utilizada para compartilhar, em tempo real, informações sobre deslocamentos de viaturas, operações policiais, locais frequentados por agentes e movimentações nas proximidades de delegacias. O objetivo seria facilitar a atuação do tráfico de drogas e dificultar ações das forças policiais.

Ainda segundo a Polícia Civil, os investigados avisavam, inclusive, quando havia ou não viaturas estacionadas ou deixando a Delegacia de Polícia de Venâncio Aires. A apuração teve início após a apreensão de um aparelho celular durante o cumprimento de um mandado judicial em 2024. A partir da análise técnica dos dados extraídos do dispositivo, os investigadores identificaram conversas, grupos de mensagens e outros elementos que indicariam a atuação contínua da organização criminosa.

“A participação em grupos destinados ao monitoramento de policiais, compartilhamento de informações sobre viaturas e auxílio à movimentação do tráfico de drogas demonstra colaboração direta com a atividade criminosa, podendo configurar o crime de associação para o tráfico de drogas, cuja pena pode chegar a 10 anos de reclusão”, destacou o delegado Guilherme Dill.

A operação mobilizou cerca de 40 policiais civis, com apoio de delegacias da região de Santa Cruz do Sul, além da Draco de São Leopoldo, 2ª DP de Gravataí e Draco de Lajeado.

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