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Prejuízo de R$ 524 mil: dois homens são denunciados por assalto a escritório de advocacia em Porto Alegre

20/06/2026 - 10h11min

Créd. MPRS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou dois homens pelos crimes de associação criminosa, roubo majorado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e receptação. Os delitos estão relacionados ao assalto ocorrido em janeiro deste ano em um escritório de advocacia localizado na Rua Padre Chagas, no Bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

A denúncia foi apresentada ao Poder Judiciário nesta sexta-feira (19) pela promotora de Justiça Cláudia Regina Lenz Rosa. Conforme o Ministério Público, um dos denunciados participou diretamente da execução do roubo ao lado de um comparsa ainda não identificado. O segundo investigado teria atuado na receptação e ocultação dos bens subtraídos, utilizando uma atividade comercial para conferir aparência de legalidade ao ouro roubado.

Segundo a promotora, as investigações apontam que os dois integravam uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções entre os participantes.


Crime ocorreu em janeiro

O assalto foi praticado por volta das 20h do dia 14 de janeiro. De acordo com a investigação, os criminosos renderam pessoas em frente ao prédio, conseguiram acessar o escritório e fizeram seis vítimas reféns, entre elas o porteiro e funcionários do local.

As vítimas foram amarradas e mantidas sob ameaça com arma de fogo enquanto os assaltantes recolhiam os bens de valor. Foram levados lingotes de ouro, joias e celulares.

Ainda conforme o inquérito policial, a ação foi previamente planejada e contou com levantamento das características do local e utilização de um veículo com placas adulteradas.


Prejuízo supera meio milhão de reais

O prejuízo causado pelo crime foi estimado em R$ 524 mil, segundo levantamento realizado durante a investigação policial.

O Ministério Público também sustenta que parte do ouro roubado foi posteriormente comercializada. As apurações identificaram movimentações financeiras que teriam sido realizadas para ocultar a origem ilícita dos valores obtidos com o assalto.

A denúncia agora será analisada pelo Poder Judiciário, que decidirá sobre o recebimento da ação penal contra os investigados.

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