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Trump afirma que os EUA administrarão interinamente o governo da Venezuela
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na tarde deste sábado (3) que o governo norte-americano passará a administrar a Venezuela de forma interina após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. O anúncio foi feito durante um pronunciamento em que Trump detalhou a operação militar realizada em Caracas e também confirmou a entrada de petroleiras dos EUA no país sul-americano.
“Nós vamos administrar o país até o momento em que pudermos, temos certeza de que haverá uma transição adequada, justa e legal. Queremos liberdade e justiça para o grande povo da Venezuela”, declarou o presidente norte-americano.
Segundo Trump, após meses de especulações e de operações militares e marítimas próximas à costa venezuelana, forças dos Estados Unidos atacaram diversos pontos da capital Caracas na madrugada deste sábado. Durante a ação, Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, foram capturados e levados para Nova York a bordo de um navio de guerra norte-americano.
No pronunciamento, Trump anunciou ainda que empresas petrolíferas dos Estados Unidos começarão a atuar na indústria de petróleo da Venezuela, setor que, segundo ele, foi “roubado” pelo governo venezuelano.“Nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começar a gerar lucro para o país”, afirmou.
O presidente dos EUA também voltou a dizer que a indústria petrolífera venezuelana foi construída com apoio norte-americano. “Nós construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós (…). Uma enorme infraestrutura petrolífera foi tomada como se fôssemos crianças”, disse.
Trump classificou a operação militar como a maior ação das Forças Armadas dos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial. “(…) Sob minhas ordens, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma operação militar extraordinária na capital da Venezuela, empregando um poderio militar americano esmagador, aéreo, terrestre e marítimo, para lançar um ataque espetacular, um ataque como não se via desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou.
