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2º Seminário Mulheres Protegidas em Estância Velha conscientiza e traz resultados positivos

09/03/2026 - 17h50min

Por Luis Soares  

Estância Velha- Mostrando que a violência contra as mulheres não pode ser naturalizada, relativizada e que não podemos silenciar perante ela, a Prefeitura de Estância Velha, por meio das Secretarias de Segurança, Esporte e Bem-Estar (SESEBE), e Desenvolvimento Social e Trabalho (SEDEST), em parceria com a Guarda Civil Municipal (GCM), realizou o 2º Seminário Mulheres Protegidas. A atividade ocorreu na sede da CDL Estância Velha e Ivoti, no Centro, e contou com mais de 150 participantes.

Entre os temas centrais esteve o painel “O que está acontecendo afinal? A etiologia do crime de feminicídio”, comandado pela coordenadora do programa Mulheres Protegidas, Carol Vanzin. Durante a abertura, o prefeito Diego Francisco saudou os envolvidos no projeto e destacou os bons resultados desde sua criação. “Criamos o programa em 2021, e, desde então, Estância Velha nunca mais registrou um feminicídio”, informou. A cerimônia de abertura contou com ainda com a presença do vice-prefeito Airton Haag, do secretário da SESEBE, Oséias Vieira, da secretária da SEDEST, Beti Griebeler, e da deputada estadual Eliana Bayer.

 

O Mulheres Protegidas tornou-se uma referência para outros municípios e estados. Atualmente, atende mais de 400 mulheres, e desde sua criação, já beneficiou 2115 mulheres. “É um trabalho de rede, com muitos integrantes e muitas especificidades, pois, para atender casos de violência, precisamos estar inseridos e acompanhando passo a passo cada uma das envolvidas”, destacou Carol Vanzin. Estância Velha, portanto, teve um impacto prático direto nos casos de violência contra a mulher desde a criação do Mulheres Protegidas. “Temos hoje uma redução de 89% da violência doméstica e redução de 87% de conflitos gerais”, completou.

 

Homenagem

 

Durante a programação do Seminário o público pôde acompanhar um momento de homenagem ao ex-secretário de Segurança e atual vereador, José Dresch. Foi ele que, em 2021, procurou a assistente social Carol Vanzin e propôs a ideia de criar um programa para proteger as mulheres. “Foi um momento muito importante e inovador, pois não existia nada parecido para que pudessemos nos amparar”, comentou Dresch.

 

Trabalho integrado

 

Conforme o comandante da Guarda Municipal, Eder Castro, outro fator importante para que o case de Estância Velha seja destaque no cenário nacional, é o trabalho integrado. Hoje temos dois Guardas envolvidos diretamente nos atendimentos. Eles realizam visitas, monitoramentos e muitos outros serviços ativos em relação às mulheres que estão atualmente registradas no programa. Além disso, toda a rede envolvendo as Secretarias Municipais participa de constantes momentos de capacitação, para que não ser percam vínculos e estratégias.

 

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