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Atendidos da APAE conversam sobre Mercado de Trabalho e aprendem sobre economia

Na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) ocorrem diferentes atividades voltadas para a socialização e apoio aos atendidos e uma delas é relacionada ao Mercado de Trabalho. São 12 pessoas, divididas em duas turmas, participando dos encontros coordenados pelo Educador Social Luís Manke.
Na manhã de sexta-feira, 13, participaram da aula quatro integrantes do grupo, entre eles, Arthur, de 19 anos, que participou pela primeira vez. Ele auxilia em um Salão de Beleza como assistente e recepcionista, cuidando da agenda do local. Era a primeira vez dele participando do encontro e Arthur aproveitou para entender melhor a visão dos colegas sobre esse mundo do trabalho. “Eu gostaria de trabalhar com perfume e tenho o sonho de andar de avião. Aqui, aprendemos que é através do salário que recebemos que podemos conquistar nossas coisas”, destacou uma das participantes. Os colegas apoiaram o comentário e reforçaram que também conversam sobre pontualidade e respeito, além de realizar simulações de entrevista e conversar sobre a administração do dinheiro recebido.
João, que está no Ensino Médio, pretende ter uma oficina e trabalhar modificando carros, aumentando a potência de seus motores. “Aqui eu aprendi sobre o uso de Equipamentos de Proteção e cuidados com maquinário. O que podemos e o que não podemos fazer e como um emprego funciona”, disse. Rian ressaltou que pensa em trabalhar em uma fábrica, montando caixas de sapato. E também já tem planos para o salário, ele quer andar de trem.
O grupo surgiu a partir de demandas trazidas pel32os atendidos da APAE que já trabalhava e chegavam na Associação com questionamentos relacionados a esse meio. Dúvidas de um mundo diferente do que estão habituados e suas regras. Esses atendimentos ocorriam de forma individual, mas em 2025 surgiu a ideia do grupo, proporcionando uma troca de experiência entre os próprios atendidos. “Iniciamos com quem estava para entrar no mercado de trabalho, mas logo ampliamos a oportunidade para quem já estava trabalhando. São os atendidos que escolhem se querem participar do grupo”, esclarece o Educador Social, Luís.